Pallade Veneta - Desmatamento na Amazônia Legal cai 11% em um ano

Desmatamento na Amazônia Legal cai 11% em um ano


Desmatamento na Amazônia Legal cai 11% em um ano
Desmatamento na Amazônia Legal cai 11% em um ano / foto: Nelson ALMEIDA - AFP

O desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 11% entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo dados apresentados nesta quinta-feira (30) pelo governo federal.

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Nesse período, quase 6.000 quilômetros quadrados de vegetação nativa foram destruídos na Amazônia Legal, disse em entrevista coletiva Cláudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros (BiomasBR), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A queda do desmatamento é uma boa notícia para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que receberá a partir de 10 de novembro a conferência climática da ONU, a COP30, em Belém do Pará.

Segundo dados oficiais, entre agosto de 2023 e julho de 2024, foram devastados cerca de 6.500 quilômetros quadrados na parte brasileira da maior floresta tropical do mundo.

Almeida comemorou o quarto ano consecutivo de redução do desmatamento na Amazônia.

O dado também contradiz uma primeira estimativa publicada em agosto, que apontava um aumento de 4%.

O desmatamento também afeta outros biomas brasileiros.

No Cerrado, ao sul da Amazônia, a devastação caiu 11%, com uma perda de vegetação equivalente a mais de 7.200 quilômetros quadrados, segundo o Inpe.

De acordo com especialistas, a destruição na Amazônia e no Cerrado é impulsionada principalmente pela ampliação de áreas destinadas à agricultura e à pecuária no Brasil, primeiro exportador mundial de soja e carne bovina.

Esses dois biomas também têm sofrido, nos últimos anos, com fortes secas relacionadas às mudanças climáticas, que favorecem a propagação de incêndios.

Os focos de fogo frequentemente têm origem humana: a prática é amplamente utilizada por grandes proprietários rurais e pequenos pecuaristas para limpar o pasto por onde passam seus rebanhos.

Em 2024, as chamas devastaram quase 18 milhões de hectares da Amazônia brasileira, um recorde histórico.

Após assumir o terceiro mandato, em janeiro de 2023, o presidente Lula prometeu erradicar o desmatamento no Brasil até 2030, após o recorde alcançado durante governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), um cético das mudanças climáticas aliado do agronegócio.

Durante a gestão de Bolsonaro, o desmatamento na Amazônia avançou 75% em relação à média da década anterior, o que lhe rendeu críticas internacionais.

Nos dois primeiros mandatos de Lula (2003-2010), as políticas de monitoramento e controle permitiram uma redução de 70% no desmatamento da Amazônia.

F.Abruzzese--PV

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