Pallade Veneta - Nicarágua aprova lei de crimes cibernéticos criticada por opositores

Nicarágua aprova lei de crimes cibernéticos criticada por opositores


Nicarágua aprova lei de crimes cibernéticos criticada por opositores
Nicarágua aprova lei de crimes cibernéticos criticada por opositores / foto: JUAN BARRETO - AFP/Arquivos

A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou nesta quarta-feira (11) uma lei que pune com até cinco anos de prisão publicações que provocarem "alerta" nas redes sociais, chamada de “lei da mordaça” por veículos opositores no exílio.

Alterar tamanho do texto:

A nova lei pune com prisão e multas quem fizer (no país ou no exterior) publicações que causem “alarme, medo, pânico ou ansiedade” entre a população, anunciou o parlamento, controlado pelo governo.

A nova norma endurece a lei de crimes cibernéticos de 2020, que levou à acusação e prisão de opositores e jornalistas na Nicarágua por “divulgação de notícias falsas”.

- Controle das redes sociais -

A nova lei “estaria materializando o controle total das redes sociais", disse à AFP o advogado nicaraguense Salvador Marenco, exilado na Costa Rica. “Elas foram fundamentais para a denúncia das violações graves dos direitos humanos" na Nicarágua, destacou, acrescentando que a reforma amplia “a política de repressão transnacional” de Ortega.

A oposição denuncia que a nova lei legaliza a censura nas redes sociais. Já o parlamento afirmou que ela “reforça a prevenção, o confronto, a investigação e a judicialização dos crimes cometidos por pessoas físicas ou jurídicas dentro ou fora do país, por meio de sistemas de informática, novas tecnologias e redes sociais".

As sanções também atingirão os autores "intelectuais, colaboradores necessários, cúmplices ou qualquer outra pessoa que facilite a prática desses crimes”, sejam eles nicaraguenses ou não, acrescentou.

A nova norma se soma à reforma do código penal aprovada na semana passada, que impôs penas de até 30 anos de prisão e o confisco de bens por “crimes contra o Estado” cometidos por qualquer pessoa, em qualquer país do mundo.

O governo Ortega intensificou a repressão após os protestos opositores de 2018, em parte por meio de mudanças na legislação.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU discutiu ontem um relatório sobre a situação na Nicarágua apresentado por Christian Salazar Volkmann, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O relatório critica a lei aprovada na semana passada e aponta que ela poderia intensificar o que chamou de “repressão” aos nicaraguenses exilados.

A nova lei entrará em vigor após ser publicada no diário oficial La Gaceta.

F.Amato--PV

Apresentou

Protesto contra reforma trabalhista na Argentina deriva em confrontos em Buenos Aires

Um grupo de manifestantes lançou pedras e coquetéis molotov nesta quarta-feira contra a tropa de choque da polícia em frente ao Congresso argentino, e os agentes responderam com gás lacrimogênio e canhões com jatos d'água, quando milhares de pessoas protestavam contra a reforma trabalhista que está sendo debatida no Senado.

Diretor do Instagram rejeita noção de 'dependência clínica' às redes sociais

O diretor executivo do Instagram, Adam Mosseri, rejeitou a noção de "dependência clínica" das redes sociais e citou, em vez disso, um "uso problemático", durante um julgamento contra o Google e a Meta que busca determinar se as plataformas foram deliberadamente concebidas para causar vício em crianças.

EUA diz que neutralizou drones de narcotraficantes mexicanos após fechar aeroporto

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (11) que interceptou e neutralizou drones de cartéis mexicanos, um incidente que levou ao fechamento por algumas horas do aeroporto da cidade fronteiriça de El Paso, no Texas.

Candidato da oposição da Colômbia promete bombardear acampamentos do narcotráfico com apoio dos EUA

O principal candidato da direita às eleições presidenciais de maio na Colômbia disse nesta quarta-feira (11) à AFP que, em seus primeiros 90 dias de governo, compromete-se a lançar uma ofensiva aérea respaldada pelos Estados Unidos e por Israel para dobrar os cartéis da cocaína.

Alterar tamanho do texto: