Pallade Veneta - Argentina exige que Maduro dê salvos-condutos para asilados em sua embaixada em Caracas

Argentina exige que Maduro dê salvos-condutos para asilados em sua embaixada em Caracas


Argentina exige que Maduro dê salvos-condutos para asilados em sua embaixada em Caracas
Argentina exige que Maduro dê salvos-condutos para asilados em sua embaixada em Caracas / foto: Juan Mabromata - AFP

O ministro das Relações Exteriores argentino, Gerardo Werthein, exigiu, nesta quarta-feira (11), ao governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que conceda de forma "imediata" salvos-condutos para os seis opositores venezuelanos refugiados na embaixada da Argentina em Caracas, durante um discurso na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Alterar tamanho do texto:

"O governo venezuelano não só negou os salvos-condutos que permitiriam sua saída segura, mas também adotou ações de assédio totalmente inaceitáveis", denunciou o chanceler por videoconferência durante uma sessão extraordinária do Conselho Permanente, o órgão executivo da OEA.

Werthein não conseguiu comparecer à sede da OEA, em Washington, devido a problemas causados por condições climáticas adversas no aeroporto da capital americana.

Seis colaboradores da líder opositora venezuelana María Corina Machado, incluindo sua chefe de campanha, Magalli Meda, estão refugiados na missão diplomática argentina em Caracas desde março, acusados de "terrorismo".

Segundo o chanceler argentino, eles estão sendo submetidos a cortes de água e fornecimento de energia elétrica, restrições na entrada de alimentos e à "constante presença de forças de segurança nas proximidades da sede diplomática".

"Não podemos permitir que a inviolabilidade das missões diplomáticas seja minada, nem que os asilados sejam submetidos a uma estratégia de desgaste físico e terror psicológico", denunciou.

"Exigimos a concessão imediata dos salvos-condutos para que essas pessoas possam deixar o país de forma segura e sem restrições", afirmou o ministro.

O pedido da Argentina contou com o apoio de Canadá, Chile, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname e Uruguai.

Entre os signatários, chama a atenção a ausência de Colômbia, México e, sobretudo, Brasil, que representa os interesses da Argentina desde 1º de agosto, quando a Venezuela rompeu relações com o país sul-americano por sua posição sobre as questionadas eleições nas quais Maduro foi proclamado presidente reeleito, em meio a denúncias de fraude.

O embaixador brasileiro na OEA, Benoni Belli, usou da palavra para afirmar que seu país fez "múltiplos esforços" de alto nível com as autoridades venezuelanas sobre os salvos-condutos.

O descumprimento da Convenção de Viena "implicaria uma violação grave do direito internacional", disse.

Segundo Belli, "as manifestações informais das autoridades venezuelanas sobre o tema" indicam que a inviolabilidade da sede diplomática "será preservada".

- "A história nos julgará" -

"Não há espaço para nuances, os direitos não são condicionados nem submetidos a negociações conjunturais. A legitimidade desta organização e a confiança dos povos no sistema interamericano dependem da coerência das nossas ações", insistiu Werthein.

"Vamos permitir que a inviolabilidade das sedes diplomáticas seja desrespeitada?", perguntou aos Estados-membros da OEA.

"Vamos aceitar que seis pessoas, cuja única culpa foi exercer seu direito à dissidência, sejam submetidas a uma perseguição disfarçada com fome, sede, medo e terror constante?", acrescentou. "Vamos agir agora ou vamos esperar que uma tragédia aconteça para podermos reagir?".

O ministro pediu à OEA para "agir com firmeza e unidade", pois é sua "responsabilidade".

Washington se somou ao apelo.

Os Estados Unidos apoiam que "a OEA aumente a pressão sobre Maduro e seus representantes para resolver este impasse", disse seu representante, Thomas R. Hastings.

A sessão ocorreu a menos de um mês para a posse do presidente da Venezuela, no dia 10 de janeiro.

A incerteza é máxima. Tanto Maduro quanto o opositor Edmundo González Urrutia, reconhecido como vencedor das eleições por vários países, incluindo os Estados Unidos, e exilado na Espanha, preveem jurar o cargo.

"A história nos julgará não só pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer", declarou o chanceler argentino.

A.Saggese--PV

Apresentou

Ciberataque 'extremamente preocupante' atinge a classe política da Alemanha

Altos funcionários alemães foram recentemente afetados por um ataque cibernético à plataforma de mensagens Signal, um incidente "extremamente preocupante" que lança dúvidas sobre a segurança das comunicações no Parlamento, disse um deputado à AFP nesta sexta-feira (24).

Charles III encara visita delicada aos EUA após tensões entre Trump e Starmer

O rei Charles III parte na segunda-feira (27) para os Estados Unidos, onde o espera um exercício de equilíbrio diplomático, na esperança de apaziguar as tensões entre Donald Trump e Keir Starmer, tendo como pano de fundo o caso Epstein, especialmente doloroso para a família real britânica.

Cinquenta anos após o Plano Condor, pesquisa em Londres busca respostas

"Nunca perdemos a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis". A chilena Laura Elgueta Díaz compartilha com a AFP seu desejo de que um dia seja esclarecido o desaparecimento, há 50 anos, de seu irmão Luis, uma das centenas de vítimas do Plano Condor.

Soldado dos EUA acusado de apostar sobre queda de Maduro com informação confidencial

Um soldado americano foi acusado de fraude e outros crimes após suspeitas de que ganhou mais de 400.000 dólares em uma plataforma on-line, ao apostar na queda do líder deposto venezuelano Nicolás Maduro com informação confidencial, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira (23).

Alterar tamanho do texto: