Pallade Veneta - Panamá descarta negociar com EUA sobre Canal do Panamá

Panamá descarta negociar com EUA sobre Canal do Panamá


Panamá descarta negociar com EUA sobre Canal do Panamá
Panamá descarta negociar com EUA sobre Canal do Panamá / foto: MARTIN BERNETTI - AFP

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, descartou nesta quinta-feira (30)qualquer negociação com os Estados Unidos sobre o Canal do Panamá, às vésperas da visita do chefe da diplomacia americana, Marco Rubio.

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“Sobre a questão do canal é impossível, não posso negociar, muito menos abrir um processo de negociação sobre o canal, que está selado, o canal pertence ao Panamá”, disse o presidente em sua coletiva de imprensa semanal.

Mulino afirmou que, no entanto, há questões “comuns”, como a migração e a luta contra o tráfico de drogas, o crime organizado e a lavagem de dinheiro, que podem ser discutidas com os Estados Unidos. “Sobre o canal, muito difícil e impossível”, insistiu ele.

“Estamos mais do que dispostos a conversar com respeito e clareza no dia da reunião com o secretário de Estado”, acrescentou Mulino, sem especificar a data da visita.

Rubio embarcará em sua primeira viagem ao exterior como secretário de Estado no fim de semana, que o levará ao Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana.

A visita ocorrerá em um momento de tensão sobre as deportações em massa de migrantes latino-americanos e a ameaça do presidente Donald Trump de retomar o controle do Canal do Panamá porque, segundo ele, é “operado” pela China.

Apesar das diferenças sobre o canal, Mulino, que rejeitou as alegações de Trump, enfatizou que os Estados Unidos são a “relação privilegiada” do Panamá. “Não é a China”, acrescentou.

“A relação com os Estados Unidos é forte, sempre foi, teve altos e baixos, amor e ódio, mas sempre houve uma relação forte que fundamenta e nos permitiu superar situações muito, muito complicadas”, disse ele.

O canal, construído pelos Estados Unidos e inaugurado em 1914, está sob a soberania do Panamá há 25 anos em virtude de tratados assinados entre Washington e o Panamá.

No olho do furacão está a Hutchison Holdings, sediada em Hong Kong. Desde 1997, essa empresa vem operando sob concessão os portos de Balboa e Cristobal, em ambas as entradas da hidrovia interoceânica.

No entanto, essa subsidiária, a Panama Ports Company, que foi auditada pela Controladoria do Panamá, não toma nenhuma decisão sobre a hidrovia, que está sob o controle de uma entidade panamenha autônoma, a Autoridade do Canal do Panamá (ACP).

Os portos “não estão sob o domínio de governos ou forças militares de qualquer nação” nem têm “qualquer” interferência na administração do canal”, disse Mulino.

O.Pileggi--PV

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