Pallade Veneta - Presidente da Colômbia ordena 'atacar' ELN diante de confinamento de civis

Presidente da Colômbia ordena 'atacar' ELN diante de confinamento de civis


Presidente da Colômbia ordena 'atacar' ELN diante de confinamento de civis
Presidente da Colômbia ordena 'atacar' ELN diante de confinamento de civis / foto: Daniel Munoz - AFP/Arquivos

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou as forças de segurança a "atacarem" a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), que impôs um confinamento a civis em áreas sob seu domínio a partir de domingo (14) para realizar exercícios militares.

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A maior organização rebelde das Américas ordenou restrições à mobildade durante 72 horas enquanto se prepara para "defender" o país diante das "ameaças de intervenção" do presidente americano Donald Trump.

Esta medida implica que os civis não podem se deslocar por estradas e rios até as 8h, no horário de Brasília, de quarta-feira (17), nas regiões comandadas pelo ELN.

Neste domingo, o presidente Petro escreveu na rede social X que deu a ordem de "atacar o ELN e defender o povo da Colômbia diante de qualquer ameaça".

Além disso, pediu aos colombianos que saíssem "sem medo". "Não vamos nos deixar ameaçar" por "traquetos [narcotraficantes] vestidos de revolucionários".

O ELN, que surgiu em 1964, inspirado na revolução cubana, está presente em pelo menos 20% dos mais de 1.100 municípios da Colômbia, de acordo com o centro de estudos Insight Crime.

Petro tentou negociar a paz com os rebeldes após sua chegada ao poder em 2022, mas os diálogos não tiveram sucesso.

Em janeiro, o ELN assassinou mais de 100 pessoas em uma região fronteiriça com a Venezuela, o que enterrou as negociações.

Os guerrilheiros, que traficam cocaína, acreditam que os Estados Unidos planejam realizar operações militares na Colômbia como parte de um "plano neocolonial" de Trump.

O presidente republicano manifestou recentemente que não descarta ataques em solo colombiano contra laboratórios de drogas.

O próprio governo Petro interpretou essas declarações como uma ameaça de invasão.

I.Saccomanno--PV

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