Pallade Veneta - Relator especial da ONU pede rejeição dos resultados eleitorais de Mianmar

Relator especial da ONU pede rejeição dos resultados eleitorais de Mianmar


Relator especial da ONU pede rejeição dos resultados eleitorais de Mianmar
Relator especial da ONU pede rejeição dos resultados eleitorais de Mianmar / foto: Lillian SUWANRUMPHA - AFP

Um relator especial da ONU sobre direitos humanos em Mianmar pediu, nesta sexta-feira (23), a rejeição dos resultados das eleições legislativas organizadas pela junta militar birmanesa, cuja fase final está marcada para domingo.

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Os militares governam o país do sudeste asiático desde a sua independência, em 1948, com exceção do breve período de democracia entre 2011 e 2021, quando tomaram o poder por meio de um golpe de Estado.

Os resultados das eleições realizadas naquele ano foram anulados, a líder pró-democracia Aung San Suu Kyi foi presa e seu partido foi dissolvido. Desde então, Mianmar está imersa em uma guerra civil.

"A junta orquestrou essas eleições expressamente para garantir uma vitória esmagadora para seus sucessores políticos", afirmou o relator especial Tom Andrews em um comunicado.

Os relatores especiais são especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Segurança da ONU, mas não falam em nome das Nações Unidas.

A junta "não correu riscos, proibindo partidos da oposição credíveis, prendendo figuras políticas populares, silenciando a imprensa, reduzindo as liberdades fundamentais a zero e usando o medo e a coerção para levar um eleitorado relutante às urnas", acrescentou.

O Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (PUSD), considerado por especialistas como um substituto civil para a junta militar, afirma ter conquistado quase 90% das cadeiras na Câmara de Representantes no primeiro turno das eleições, no final de dezembro.

Segundo Andrews, a junta espera que os governos do mundo "aceitem uma potência militar disfarçada de civil". Ele pediu à comunidade internacional que "impeça que isso aconteça".

"O reconhecimento internacional dessa fraude atrasaria a verdadeira resolução desta crise", insistiu.

C.Grillo--PV

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