Líder opositor da Guiana requisitado pelos EUA segue detido
O líder da oposição da Guiana, Azruddin Mohamed, que é solicitado pelos Estados Unidos por supostos crimes financeiros, seguia detido, nesta quinta-feira (15), por um suposto ataque a tiros em frente à casa do chefe da inteligência, informou seu advogado à AFP.
O advogado Siand Dhurjon disse que o bilionário Mohamed, de 39 anos, ex-candidato à Presidência, se considera "inocente" do suposto ataque a tiros ocorrido na tarde de segunda-feira em frente à residência de Prem Narine, superintendente superior da polícia da Guiana.
Mohamed "segue sob custódia. Não temos tido notícias. Nenhum dos altos comandos policiais atende seus telefones", disse Dhurjon à AFP.
Narine informou, em um comunicado divulgado na terça-feira pelas autoridades, que o veículo de Mohamed passou duas vezes em frente à sua casa e, na segunda ocasião, ele ouviu o que acreditou ser um disparo.
O chefe de polícia abriu fogo com sua arma de serviço contra o veículo que levava Mohamed, seu motorista e um funcionário, acrescentou o comunicado.
Os investigadores disseram que encontraram uma bala calibre 32 e posteriormente uma pistola no veículo.
O advogado e Mohamed sustentam que a arma foi plantada e que a intenção era assassinar o político, além de o carro do líder opositor apresentar várias marcas de bala.
Narine é testemunha-chave no caso de extradição de Mohamed e já declarou anteriormente à Justiça que o político representa uma "ameaça à segurança nacional".
O governo da Guiana afirmou que mantém o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informado sobre "esses acontecimentos alarmantes", segundo apontou no comunicado.
Assim como seu pai, Nazar Mohamed, o político opositor é requisitado por Washington por suposta lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros vinculados ao seu negócio de comércio de ouro com os Estados Unidos e Dubai.
Azruddin Mohamed se lançou como candidato à Presidência após fundar seu partido WIN e ficou em segundo lugar nas eleições de setembro de 2025, atrás de Irfaan Ali, que foi reeleito para o cargo.
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