Pallade Veneta - Jordânia detém três membros de uma família após ataque contra igreja

Jordânia detém três membros de uma família após ataque contra igreja


Jordânia detém três membros de uma família após ataque contra igreja
Jordânia detém três membros de uma família após ataque contra igreja / foto: - - AFP

As forças de segurança da Jordânia detiveram, nesta segunda-feira (26), três membros de uma mesma família, suspeitos de envolvimento no ataque armado sem precedentes contra uma igreja ortodoxa grega que deixou nove mortos e 25 feridos.

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O rei Abdullah II afirmou que as autoridades haviam "prometido que os terroristas não escapariam da Justiça e que não seria tolerado nenhum defensor de ideologias obscurantistas que dividem os jordanianos", escreveu em uma nova mensagem na rede social X.

Segundo o balanço mais recente das autoridades, nove pessoas morreram e 25 ficaram feridas no ataque contra cristãos do reino, cometido na sexta-feira por homens armados no povoado de Hamud, no sul do país, durante uma procissão fúnebre.

A província de Karak, onde fica Hamud, abriga uma importante comunidade cristã no país de maioria muçulmana.

Os agressores invadiram as dependências da igreja ortodoxa grega de São Jorge antes de abrir fogo contra um cortejo fúnebre, segundo a polícia.

Os três suspeitos, classificados como "terroristas", foram detidos em uma casa abandonada na província de Karak, onde estavam entrincheirados.

"Dois são irmãos e o terceiro é cunhado deles. Todos seguem a ideologia takfiri (islamismo extremista)", explicou o diretor de Segurança Pública, Abdullah Maaytah, durante uma entrevista coletiva. O takfirismo é uma corrente extremista do islamismo que vê outros muçulmanos que não seguem sua interpretação religiosa como apóstatas. Seus adeptos podem defender o uso da violência, inclusive a pena de morte, contra aqueles que classificam como infiéis.

Segundo o responsável pela segurança, os suspeitos ficaram feridos durante uma troca de tiros com as forças de segurança no momento da prisão e foram hospitalizados. Armas e "uma grande quantidade de munições" foram apreendidas na residência, acrescentou.

"Detivemos os assassinos, estamos avaliando todas as circunstâncias que levam os jovens ao extremismo e responsabilizaremos todos aqueles cujo envolvimento for comprovado", afirmou o ministro do Interior, Mazen Al Faraya, no X.

Segundo ele, "nada indica que tenham mantido contatos com o exterior ou colaborado com grupos estrangeiros".

O rei Abdullah II, que se reuniu com vítimas após o ataque, afirmou no sábado, durante uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, que "a segurança e a proteção dos jordanianos são uma linha vermelha que não deve ser ultrapassada".

O primeiro-ministro jordaniano, Jafar Hassan, decretou três dias de luto nacional a partir de sexta-feira, com bandeiras a meio mastro nas instituições governamentais e públicas.

U.Paccione--PV