Bukele envia mais de 2.000 militares ao Haiti para procurar salvadorenhos vítimas de emboscada
El Salvador enviou um contingente de mais de 2.000 militares ao Haiti para a operação de resgate de quatro soldados salvadorenhos desaparecidos há 10 dias, após uma emboscada de grupos armados, informou o governo na quarta-feira (28).
Os soldados, membros da Força de Supressão de Gangues (GSF, na sigla em inglês), missão apoiada pela ONU, desapareceram em 18 de outubro, quando gangues atacaram o veículo blindado no qual retornavam à sua base após uma visita a um mercado nos arredores de Porto Príncipe.
"El Salvador continuará com a mobilização operacional de mais de dois mil soldados para resgatar os quatro aerotécnicos salvadorenhos, em uma operação em larga escala apoiada por diversos países e organismos internacionais", afirma um comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores.
O governo revelou o número de soldados enviados após informar que o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, conversou na quarta-feira por telefone com o primeiro-ministro do Haiti, Alix Didier Fils-Aimé, sobre a operação de resgate.
Na conversa, Bukele ressaltou a "força da operação" e reafirmou "a disposição de El Salvador de continuar apoiando os trabalhos de segurança contra as gangues" no Haiti, destaca a nota.
Há uma semana, em uma mensagem no X, Bukele ameaçou acabar com as gangues haitianas, como diz ter feito com as gangues de El Salvador, caso não libertem os salvadorenhos.
Ao mesmo tempo em que anunciou o ultimato, o mandatário começou a enviar tropas para apoiar a operação de busca na região de Plaine du Cul-de-Sac, perto de Porto Príncipe.
J.Lubrano--PV