Pallade Veneta - UE exige que TikTok mude sua interface 'viciante'

UE exige que TikTok mude sua interface 'viciante'


UE exige que TikTok mude sua interface 'viciante'
UE exige que TikTok mude sua interface 'viciante' / foto: Nhac NGUYEN - AFP/Arquivos

A Comissão Europeia pediu, nesta sexta-feira (6), ao aplicativo Tiktok que altere sua interface "viciante", acusada de violar a legislação europeia sobre questões digitais, e alertou que a empresa poderá sofrer multas pesadas.

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A rede social, conhecida por seus vídeos curtos e muito populares entre os jovens, imediatamente questionou a imagem "completamente falsa", dada por Bruxelas, de sua plataforma e prometeu contestar sua conclusões, "com todos os meios" a sua disposição.

A UE, que dispõe do arsenal jurídico mais poderoso no mundo para regular o mercado digital, abriu uma investigação do TikTok, há dois anos.

Em suas conclusões preliminares, contesta as "funcionalidades viciantes" que "poderiam afetar o bem-estar físico e mental" de seus usuários, principalmente menores de idade, incitados a passar de um conteúdo a outro e a consultar seus celulares de maneira "compulsiva", inclusive à noite.

Três funcionalidades, acusadas de serem muito "viciantes", estão na mira:

- O "scrolling", ou seja, encadeamento ininterrupto de conteúdos no seu aplicativo.

- A reprodução automática de vídeos.

- O envio repetido de notificações push (mensagens geradas mesmo quando o aplicativo não está sendo usado).

"É necessário que o TikTok aja e mude sua interface na Europa para proteger nossos menores", incentivou a comissária europeia responsável pelos temas digitais, Henna Virkkunen.

Se não o fizer, a empresa poderá ficar sujeita a uma multa que pode alcançar até 6% do seu volume anual de negócios mundial.

Um responsável europeu disse que o TikTok reconhece os riscos viciante de seu aplicativo e "avalia os riscos", mas isto é insuficiente, segundo as leis europeias, acrescentou.

As mesmas funções são criticadas pela administração de Donald Trump e pelos donos das redes sociais, lideradas por Elon Musk.

O bloco considera que as funcionalidades do aplicativo para limitar o tempo de tela são muito "fáceis de ignorar" e lamenta que o controle parental exija muitas etapas para ser instalado.

Vários países europeus, como França, e Espanha, analisam propostas sobre a possibilidade de proibir as redes sociais para crianças e adolescentes, provocando indignação entre responsáveis pelas plataformas.

D.Vanacore--PV