Pallade Veneta - Banco Mundial teme 'década de oportunidades desperdiçadas' na economia global

Banco Mundial teme 'década de oportunidades desperdiçadas' na economia global


Banco Mundial teme 'década de oportunidades desperdiçadas' na economia global
Banco Mundial teme 'década de oportunidades desperdiçadas' na economia global / foto: Jim Watson - AFP/Arquivos

O Banco Mundial (BM) alertou, nesta terça-feira (9), para o risco de uma "década de oportunidades desperdiçadas" para a economia global depois do pior crescimento dos últimos cinco anos em mais de três décadas.

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A instituição espera um crescimento de 2,4% na economia global para este ano, ou seja, uma queda pelo terceiro ano consecutivo depois de atingir 2,6% em 2023, segundo o seu último relatório de perspectivas.

Isso é 0,75 ponto percentual inferior à média observada desde o início dos anos 2000.

Com exceção da forte recessão causada pela pandemia de covid-19 em 2020, este seria o crescimento global mais baixo em um ano desde a crise financeira de 2008.

- América Latina -

Para a região da América Latina e Caribe, as perspectivas econômicas "sugerem uma recuperação gradual", com crescimento de 2,3% em 2024 e 2,5% em 2025.

"À medida que a inflação diminui, espera-se que os bancos centrais baixem as taxas de juros, o que reduzirá os obstáculos ao aumento do investimento", observa.

Mas as projeções de crescimento econômico para este ano são díspares na região: Brasil (+1,5%), México (+2,6%), Argentina (+2,7%), Colômbia (+1,8%), Chile (+1,8%) e Peru (+2,5%).

No Caribe, com exceção da Guiana, que registra um boom de recursos, as economias deverão crescer 4,1% e na América Central 3,7%, devido principalmente a um aumento moderado das remessas.

No longo prazo, a região enfrentará "desafios persistentes", uma vez que "o potencial de crescimento econômico está em declínio" em um contexto marcado pela desaceleração da produtividade e pelo envelhecimento da população.

Além disso, a modesta expansão regional prevista está exposta a múltiplos riscos, tais como uma escalada das tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, que poderá levar a um aumento dos preços do petróleo, e a fenômenos meteorológicos extremos, que afetam principalmente a agricultura, a energia e a pesca.

Outros dois fatores se destacam: a persistente inflação básica das economias avançadas e uma desaceleração mais abrupta do que o esperado na economia chinesa (que passa de um crescimento de 5,2% em 2023 para 4,5% este ano e 4,3% em 2025).

No geral, as previsões do Banco Mundial não são muito otimistas, embora reconheça que "a economia mundial está em uma situação melhor do que há um ano: o risco de uma recessão global diminuiu, em grande parte devido à força da economia dos Estados Unidos".

"Sem uma grande correção de rumo, a década de 2020 ficará para a história como uma década de oportunidades desperdiçadas", afirmou Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, citado em comunicado.

- "Uma armadilha" -

Além das dificuldades para a economia global, a organização financeira destaca que a recuperação pós-covid tem sido muito desigual.

A maioria das economias avançadas voltou a níveis equivalentes ou superiores aos anteriores à pandemia, mas este não é o caso de muitos países em desenvolvimento ou emergentes.

"Até o final de 2024, estimamos que todos os países desenvolvidos terão um PIB per capita superior ao de antes da pandemia. Esta relação é de 2/3 para os países emergentes e inferior para os países em desenvolvimento" e para os "mais frágeis ou afetados por guerras, é ainda menos da metade", insistiu Gill, em uma coletiva de imprensa telefônica.

Sem uma aceleração do crescimento global nos próximos anos, a população "de um em cada quatro países em desenvolvimento será mais pobre até o final da década de 2020 do que era antes da pandemia", disse ele.

C.Grillo--PV

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