Pallade Veneta - Inflação nos EUA se modera a 3,1% em janeiro, menos que o esperado

Inflação nos EUA se modera a 3,1% em janeiro, menos que o esperado


Inflação nos EUA se modera a 3,1% em janeiro, menos que o esperado
Inflação nos EUA se modera a 3,1% em janeiro, menos que o esperado / foto: Frederic J. BROWN - AFP

A inflação nos Estados Unidos, uma questão central da campanha eleitoral americana, se moderou a 3,1% na comparação anual em janeiro, menos do que o esperado, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (13).

Alterar tamanho do texto:

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve um aumento anual de 3,1% em janeiro, em comparação com 3,4% na medição de dezembro, informou o Departamento do Trabalho.

A inflação subjacente, que descarta os preços mais voláteis dos alimentos e da energia e é um dado fundamental para os mercados, se manteve em 3,9% em 12 meses.

O IPC moderou-se de um máximo de 9,1%, na comparação anual em junho de 2022, e caminha rumo ao objetivo de 2%, uma boa notícia para o Federal Reserve (Fed, banco central).

Após anos de taxas baixas, o banco central dos EUA aumentou drasticamente as suas taxas de juros de referência, em uma tentativa de arrefecer a economia.

As taxas elevadas tornam o crédito mais caro e, assim, desencorajam o consumo e o investimento, diminuindo a pressão sobre os preços.

As taxas estão agora nos níveis mais altos em mais de dois anos, de 5,25% a 5,50%, e a expectativa do mercado e do próprio Fed é começar a reduzi-las este ano.

O governo de Joe Biden tenta convencer os americanos de que os aumentos de preços serão contidos, mas a moderação da inflação não se traduz rapidamente nas prateleiras dos supermercados.

O congressista Brendan Boyle, o democrata de maior escalão na Comissão de Orçamento da Câmara, disse em nota: "Mais uma vez, os dados do IPC de hoje mostram que a inflação caiu dos seus níveis máximos".

- Corte de taxas "não é iminente" -

Os dados de inflação mostraram que os preços aumentaram 0,3% entre dezembro e janeiro, acima da variação registrada entre novembro e dezembro, indicou o Departamento do Trabalho.

Setores como cuidados pessoais e alimentação aumentaram de preço na medição mensal, enquanto o custo com energia diminuiu.

"Os números mais recentes, que mostram uma reaceleração" do ritmo inflacionário, "especialmente nas leituras de três e seis meses (…), apoiam a visão do Fed de que os cortes nas taxas não são iminentes", observou Rubeela Farooqi, economista-chefe da High Frequency Economics.

"A administração (do banco central) permanecerá paciente à medida que as decisões de política monetária se aproximam", acrescentou, em uma nota de análise.

O presidente do Fed, Jerome Powell, "indicou que (a organização) quer ver uma série de medições com inflação baixa, antes de aliviar a sua política" de taxas, afirmou Oren Klachkin, da Nationwide, à AFP.

D.Bruno--PV

Apresentou

Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas

O banco central chinês prometeu hoje medidas para estimular os mercados financeiros, após as iniciativas anteriores não terem conseguido inverter a tendência negativa das bolsas chinesas, que registaram em outubro o pior mês em acima de uma década. Quanto ao governador do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, apresentou anteriormente um relatório à liderança da Assembleia Nacional Popular, órgão legislativo máximo da China, no qual anunciou a “implementação eficaz de instrumentos de política monetária” para enfrentar os riscos financeiros em setores fundamentais, como os mercados de capitais

Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial

O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje a cair 1,42%, pressionado pelas dúvidas no setor da inteligência artificial (IA), na sequência da vitória do Partido Democrata nas eleições intercalares nos Estados Unidos. Quanto ao indicador, que agrupa os 225 títulos mais representativos do mercado japonês, caiu 893,23 pontos, situando-se em 62.

PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques

A bolsa de Lisboa abriu a sessão em terreno positivo, com uma subida de 1,08% para 9. 323,72 pontos.

Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados

O ouro ultrapassou a barreira dos quatro mil dólares, regressando a terreno positivo após os Democratas ganharem a maioria no Congresso dos EUA. O movimento do metal amarelo está em contraciclo com a descida observada no dólar.

Alterar tamanho do texto: