Pallade Veneta - Suécia aprova polêmica lei para mudança de gênero

Suécia aprova polêmica lei para mudança de gênero


Suécia aprova polêmica lei para mudança de gênero
Suécia aprova polêmica lei para mudança de gênero / foto: Jonathan NACKSTRAND - AFP/Arquivos

O Parlamento sueco aprovou nesta quarta-feira (17) uma polêmica lei que reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para solicitar a mudança de gênero no registro civil e que facilita o acesso à cirurgia de redesignação sexual.

Alterar tamanho do texto:

Após seis horas de intenso debate, os deputados aprovaram a lei por 234 votos a favor e 94 contra, dos 349 assentos que compõem o Parlamento sueco.

Duas novas leis substituirão a legislação atual: uma regulamentará os procedimentos cirúrgicos de redesignação sexual e a outra, o de mudança de gênero no registro civil.

Quando o texto entrar em vigor em 1º de julho de 2025, pessoas a partir de 16 anos poderão solicitar estes procedimentos, mas até completarem 18 anos, precisarão da autorização dos pais, de um médico e da Direção Nacional de Saúde e Assuntos Sociais.

Contudo, não será mais necessário o diagnóstico de "disforia de gênero", que estabelece que a pessoa em questão sofre devido à discordância entre o gênero ao qual se identifica e o que foi atribuída ao nascer.

"A Suécia finalmente tem uma lei moderna sobre a identidade de gênero", comemorou o líder do Partido do Centro, Muharrem Demirok.

Já o líder dos Democratas Suecos, de extrema direita, Jimmie Åkesson, considerou o resultado da votação "lamentável". "Quando se trata de crianças, como é o caso aqui, [o assunto] é ainda mais delicado. Acho que é uma decisão que deveria ser revogada", declarou.

A nova lei facilitará a mudança de gênero no registro civil, um procedimento que atualmente é "muito longo" e que "pode levar até sete anos na Suécia", lembrou Peter Sidlund Ponkala, presidente da Federação Sueca para os Direitos das pessoas lésbicas, bissexuais, trans e 'queer' (RFSL, na sigla em inglês).

A cirurgia de redesignação sexual continuará sendo autorizada apenas a partir dos 18 anos, mas deixará de exigir a autorização da Direção Nacional de Saúde.

Como ocorre atualmente, a remoção ovariana ou testicular só será permitida a partir dos 23 anos.

De acordo com uma pesquisa publicada esta semana, cerca de 60% dos suecos se opõem à nova legislação e 22% estão a favor.

A proposta gerou divisão dentro da coalizão de centro-direita liderada pelo primeiro-ministro conservador Ulf Kristersson, e conseguiu avançar devido ao apoio da oposição de esquerda.

A.Graziadei--PV

Apresentou

Avião que decolou de Cabo Verde por surto de hantavírus pousou nas Canárias

Um dos dois aviões que decolaram de Cabo Verde para evacuar os passageiros do navio de cruzeiro afetado por um surto de hantavírus pousou nesta quarta-feira (6) no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, e o outro está viajando em direção aos Países Baixos.

Fifa amplia punição do argentino Prestianni, que pode cumprir suspensão na Copa

A Fifa ampliou para nível mundial os efeitos da punição do argentino Gianluca Prestianni, que foi suspenso por seis jogos pela Uefa por ter ofendido o brasileiro Vinícius Júnior em jogo da Liga dos Campeões, informou à AFP um porta-voz da entidade máxima do futebol nesta quarta-feira (6).

Trump aumenta pressão para alcançar acordo de paz e ameaça Irã com novos bombardeios

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com novos bombardeios nesta quarta-feira (6) e aumentou a pressão para chegar a um acordo que ponha fim à guerra, apesar de ter anunciado anteriormente que suspenderia um plano para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz.

Venezuela defende na CIJ seu direito 'irrenunciável' à região de Essequibo

A Venezuela tem um direito "irrenunciável" sobre a região de Essequibo, rica em petróleo, declarou nesta quarta-feira (6) um representante do país na Corte Internacional de Justiça (CIJ), durante uma audiência para tentar solucionar uma antiga disputa com a Guiana sobre o território.

Alterar tamanho do texto: