Pallade Veneta - Venezuela protesta contra retomada de sanções e acusa EUA de 'violar' acordos

Venezuela protesta contra retomada de sanções e acusa EUA de 'violar' acordos


Venezuela protesta contra retomada de sanções e acusa EUA de 'violar' acordos
Venezuela protesta contra retomada de sanções e acusa EUA de 'violar' acordos / foto: Federico PARRA - AFP/Arquivos

A Venezuela protestou, nesta quinta-feira (18), contra a retomada das sanções dos Estados Unidos ao petróleo venezuelano e acusou o país de "violar" os acordos assinados entre ambos no Catar, onde discutiram temas bilaterais, incluindo garantias para as eleições presidenciais de 28 de julho.

Alterar tamanho do texto:

"A Venezuela rejeita mais uma vez a intenção do governo dos Estados Unidos da América de monitorar, proteger, controlar e manipular a indústria petrolífera venezuelana através de sua política ilegal de imposição de medidas coercitivas e licenças", afirmou o chanceler Yván Gil ao ler um comunicado.

Os EUA anunciaram na quarta-feira o fim da flexibilização decretada há seis meses, que autorizava a produção e venda de petróleo e gás da Venezuela.

O Departamento do Tesouro americano deu um prazo para a "liquidação das transações" pendentes até 31 de maio e incluiu uma seção que permite que empresas que desejam trabalhar com a Venezuela solicitem licenças específicas.

A decisão foi uma resposta ao "assédio" eleitoral contra a oposição na organização das eleições presidenciais, nas quais o presidente Nicolás Maduro buscará um terceiro mandato de seis anos.

Gil indicou que com esta medida, os EUA "consumaram sua política de violação aos compromissos firmados sob a mediação do Catar" em setembro do ano passado, que, segundo a Venezuela, consistia na eliminação das sanções no momento da convocação das eleições.

As negociações entre Caracas e Washington ocorreram de forma silenciosa e, entre outras questões, levaram ao acordo de troca entre Alex Saab, acusado de ser testa-de-ferro do presidente, por 10 americanos e 18 venezuelanos presos na Venezuela.

Simultaneamente, uma negociação entre o governo e a oposição no país sul-americano, mediada pela Noruega, alcançou um acordo sobre a realização de eleições no segundo semestre e a revisão das inabilitações contra opositores.

Como resposta, os EUA flexibilizaram as sanções e condicionaram a suspensão total das mesmas à realização de eleições nas quais todos os inabilitados pudessem participar.

"Os Estados Unidos não estão prejudicando uma Venezuela independente que aprendeu a se sobrepor às suas agressões, pelo contrário, prejudicaram qualquer tentativa de normalização das relações bilaterais, o mercado energético internacional (...) e sobretudo, seus próprios investimentos e interesses na indústria petroleira venezuelana", declarou o chanceler.

F.M.Ferrentino--PV

Apresentou

Avião que decolou de Cabo Verde por surto de hantavírus pousou nas Canárias

Um dos dois aviões que decolaram de Cabo Verde para evacuar os passageiros do navio de cruzeiro afetado por um surto de hantavírus pousou nesta quarta-feira (6) no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, e o outro está viajando em direção aos Países Baixos.

Fifa amplia punição do argentino Prestianni, que pode cumprir suspensão na Copa

A Fifa ampliou para nível mundial os efeitos da punição do argentino Gianluca Prestianni, que foi suspenso por seis jogos pela Uefa por ter ofendido o brasileiro Vinícius Júnior em jogo da Liga dos Campeões, informou à AFP um porta-voz da entidade máxima do futebol nesta quarta-feira (6).

Trump aumenta pressão para alcançar acordo de paz e ameaça Irã com novos bombardeios

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com novos bombardeios nesta quarta-feira (6) e aumentou a pressão para chegar a um acordo que ponha fim à guerra, apesar de ter anunciado anteriormente que suspenderia um plano para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz.

Venezuela defende na CIJ seu direito 'irrenunciável' à região de Essequibo

A Venezuela tem um direito "irrenunciável" sobre a região de Essequibo, rica em petróleo, declarou nesta quarta-feira (6) um representante do país na Corte Internacional de Justiça (CIJ), durante uma audiência para tentar solucionar uma antiga disputa com a Guiana sobre o território.

Alterar tamanho do texto: