Pallade Veneta - Câmara dos Representantes aprova orçamento polêmico de defesa

Câmara dos Representantes aprova orçamento polêmico de defesa


Câmara dos Representantes aprova orçamento polêmico de defesa
Câmara dos Representantes aprova orçamento polêmico de defesa / foto: Daniel SLIM - AFP/Arquivos

Após negociações tensas, a Câmara dos Representantes votou, nesta quarta-feira (11), a favor da aprovação de um polêmico orçamento de defesa para 2025 que aumenta o salário das tropas, mas bloqueia o financiamento para cuidados com a transexualidade de alguns filhos de militares.

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O pilar da Lei de Autorização da Defesa Nacional (NDAA, sigla em inglês), no valor de US$ 884 bilhões (R$ 5,33 trilhões, cotação atual) é um aumento salarial de 14,5% para os soldados rasos e de 4,5% para os militares de outras patentes.

Mas os debates sobre o texto de mais de 1.800 páginas foram dificultados por uma intervenção republicana de última hora para impedir que o programa de saúde do Exército cobrisse cuidados de afirmação de gênero para os filhos dos militares, caso resultasse em "esterilização".

O bloqueio ao financiamento irritou os progressistas na Câmara dos Representantes, onde os republicanos têm maioria.

O cuidado de saúde infantil para a afirmação de gênero é apenas uma das muitas frentes das chamadas "guerras culturais" que polarizam a política nos Estados Unidos.

Os republicanos usaram o tema como munição contra os democratas nas eleições de novembro.

O NDAA – um projeto de lei obrigatório que o Congresso envia à mesa do presidente todos os anos desde 1961 – foi aprovado por 281 votos a 140.

Agora, segue para o Senado, onde sua aprovação final está prevista para a semana que vem.

O valor total é 1% superior ao do ano passado e, com financiamento de outras fontes, eleva o orçamento de defesa para pouco menos de US$ 900 bilhões (R$ 5,4 trilhões).

Alguns pesos pesados da política externa do lado republicano do Senado queriam mais US$ 25 bilhões (R$ 150 bilhões) para o Pentágono. Mesmo assim, espera-se que ainda apoiem o projeto de lei.

A.Graziadei--PV

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