Pallade Veneta - Gigante de veículos elétricos BYD nega 'condições análogas à escravidão' na Bahia

Gigante de veículos elétricos BYD nega 'condições análogas à escravidão' na Bahia


Gigante de veículos elétricos BYD nega 'condições análogas à escravidão' na Bahia
Gigante de veículos elétricos BYD nega 'condições análogas à escravidão' na Bahia / foto: PEDRO PARDO - AFP

Uma empresa terceirizada da gigante chinesa de veículos elétricos BYD negou, nesta quinta-feira (26), que houvesse "condições análogas à escravidão" no canteiro de obras de uma fábrica em Camaçari, na região metropolitana de Salvador (BA), onde autoridades locais disseram ter encontrado evidências de trabalho forçado.

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Autoridades estaduais afirmaram esta semana que encontraram mais de 160 trabalhadores chineses contratados pela Jinjiang Construction Brazil Ltd. em condições "degradantes", alguns apresentando sinais visíveis de danos à pele.

A Jinjiang negou que seus funcionários tenham sido escravizados e afirmou nesta quinta-feira que as acusações "prejudicaram seriamente a dignidade do povo chinês".

"Ser inexplicavelmente rotulada como 'escravizada' fez com que nossa equipe se sentisse seriamente insultada e que seus direitos humanos foram violados", disse no Weibo.

A empresa contratante compartilhou imagens de uma carta negando as más condições de trabalho e citando problemas de tradução, que parecia ter sido assinada por sua equipe chinesa local.

A filial brasileira da montadora chinesa, BYD Auto do Brasil, anunciou, em nota, na noite de segunda-feira (23), que rescindiu com efeito imediato o contrato da empresa terceirizada responsável pela obra em Camaçari.

As obras foram suspensas em parte do canteiro por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia.

Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que levaram à identificação de "163 trabalhadores em condições análogas à de escravidão na empresa terceirizada Jinjiang, uma prestadora de serviços para a BYD".

No comunicado, o MPT denunciou "um quadro alarmante de precariedade e degradância" para os trabalhadores.

Em um dos alojamentos, os trabalhadores "dormiam em camas sem colchões e não possuíam armários para guardar seus pertences pessoais, que ficavam misturados com materiais de alimentação", acrescentou.

E.Magrini--PV

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