Pallade Veneta - UE busca resposta unitária ao desafio das tarifas dos EUA

UE busca resposta unitária ao desafio das tarifas dos EUA


UE busca resposta unitária ao desafio das tarifas dos EUA
UE busca resposta unitária ao desafio das tarifas dos EUA / foto: Jean-Christophe Verhaegen - AFP

Os ministros do Comércio da União Europeia iniciaram uma discussão, nesta segunda-feira (7), sobre as formas de responder à "mudança de paradigma" no sistema de comércio global após as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que protegem a unidade do bloco.

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Nessa discussão, surgiu uma divisão entre os países que preferem uma abordagem calma e gradual e aqueles que não descartam uma resposta rápida e enérgica.

No encerramento da reunião, o comissário Europeu do Comércio, Maros Sefcovic, alertou que a UE estava preparada para usar "cada ferramenta" de defesa comercial disponível.

"Estamos preparados para usar cada ferramenta do nosso arsenal de defesa comercial para proteger o nosso mercado único, nossos produtores e consumidores", disse.

Uma das ferramentas mais poderosas da UE é o "mecanismo anticoerção", adotado em 2023, que bloqueia diretamente o acesso aos mercados públicos do bloco.

Ao chegar à reunião, Sefcovic alertou sobre a gravidade da situação, pois envolveria responder "ao que eu descreveria como uma mudança de paradigma no sistema de comércio global".

Há uma semana, o presidente americano, Donald Trump, anunciou tarifas generalizadas sobre as importações, com uma tarifa de 20% sobre os países da UE, e agora o bloco precisa decidir como responderá.

Em Bruxelas, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia — o braço Executivo da UE —, disse que o bloco ofereceu aos EUA um acordo de tarifa zero sobre os bens comerciais.

Segundo Von der Leyen, a proposta foi feita "reiteradamente", mas ela disse que a ideia não provocou uma "reação adequada".

Nesta segunda-feira, o ministro do Comércio da Suécia, Benjamin Dousa, disse: "Queremos mais comércio e mais cooperação com os Estados Unidos, mas a UE está unida. Somos a favor de soluções negociadas".

Enquanto isso, o ministro da Economia e Comércio da Alemanha, Robert Habeck, afirmou que a Europa deveria estar preparada para usar todas as suas armas contra os Estados Unidos.

- Resposta "agressiva" -

Enquanto isso, o ministro do Comércio francês, Laurent Saint-Martin, observou que o bloco não deve descartar a possibilidade de uma retaliação "agressiva".

"Não devemos excluir nenhuma opção em relação a bens ou serviços, independentemente de como a abordamos, e usar a caixa de ferramentas europeia, que é muito abrangente e também pode ser extremamente agressiva", observou.

A França, disse o ministro, é a favor de "fazer todo o possível para preferir a cooperação e a negociação à escalada e ao confronto".

No entanto, ele acrescentou, o bloco europeu deve "mostrar o que podemos fazer em termos de resposta", e a posição da França é manter "todas as opções sobre a mesa".

O ministro espanhol, Carlos Cuerpo, disse que os países da UE devem manter a "cabeça fria".

"Devemos deixar claro que a Europa não quer esse conflito comercial e que estamos apenas respondendo às medidas injustificadas e completamente arbitrárias que foram colocadas sobre a mesa", afirmou.

A resposta da UE "sempre será justa e proporcional. Esse é o elemento essencial com o qual devemos começar esta discussão", frisou o ministro espanhol.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores e Comércio da Irlanda, Simon Harris, disse que se a UE tomar represálias contra as empresas de tecnologia dos EUA, seria uma "escalada extraordinária".

"Seria uma escalada extraordinária em um momento em que deveríamos estar trabalhando para diminuir a tensão", disse ele.

D.Bruno--PV

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