Pallade Veneta - Operadora do Canal do Panamá nega alegações de auditoria do governo

Operadora do Canal do Panamá nega alegações de auditoria do governo


Operadora do Canal do Panamá nega alegações de auditoria do governo
Operadora do Canal do Panamá nega alegações de auditoria do governo / foto: Martin BERNETTI - AFP

A empresa de Hong Kong responsável pelos dois portos essenciais do Canal do Panamá negou, nesta quarta-feira (9), uma auditoria do governo panamenho que alegou que houve "descumprimentos" do contrato e que a companhia não pagou R$ 1,2 bilhão (R$ 7,1 bilhões) pela concessão.

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A controladora panamenha, Anel Flores, publicou nesta semana a auditoria após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticar uma suposta interferência chinesa no canal e ameaçar reiteradamente assumir o controle desta rota comercial.

Washington considera uma "ameaça" à segurança nacional e regional o fato de a Hutchison Holdings, sediada em Hong Kong, operar os portos de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico), em ambas as entradas do canal.

A Panama Ports Company (PPC), uma subsidiária do conglomerado de Hong Kong CK Hutchison, disse em um comunicado que as alegações de que a empresa não pagou o estado panamenho são "contrárias à realidade".

A controladora também afirmou que a companhia se beneficiou de "muitas isenções fiscais", "não pagou a renda adequada" pela concessão e que houve irregularidades em uma auditoria anterior para justificar a renovação do contrato.

Nesta quarta-feira, a empresa replicou que fez "investimentos significativos superiores a 1,695 bilhão de balboas", conforme exigido pela concessão original e por um adendo, o que foi reconhecido pelas autoridades panamenhas em uma auditoria de 2020 e deve ser levado em consideração.

A declaração da empresa ocorreu horas após o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, alertar, durante uma visita ao Panamá, que os Estados Unidos "não permitirão" qualquer influência da China no canal.

Hegseth é a segunda autoridade americana a visitar o Panamá desde que Trump assumiu o cargo em janeiro e prometeu "recuperar" a hidrovia estratégica construída pelos EUA, argumentando que ela está sob influência chinesa.

Sob pressão do presidente americano, a Hutchison anunciou em 4 de março que venderia seus portos no Panamá a um consórcio americano. Mas o negócio não foi concluído dentro do prazo devido a uma investigação dos órgãos reguladores chineses.

E.M.Filippelli--PV

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