Pallade Veneta - 'Guerras comerciais não têm vencedores', diz Lula na cúpula da Celac

'Guerras comerciais não têm vencedores', diz Lula na cúpula da Celac


'Guerras comerciais não têm vencedores', diz Lula na cúpula da Celac
'Guerras comerciais não têm vencedores', diz Lula na cúpula da Celac / foto: Orlando SIERRA - AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (9) a guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao participar junto com outros líderes da América Latina da cúpula da Celac em Honduras.

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"Tarifas arbitrárias desestabilizam a economia internacional e elevam os preços", disse Lula.

"A história nos ensina que guerras comerciais não têm vencedores", acrescentou o presidente brasileiro na IX Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que reúne 33 países em Tegucigalpa.

Onze chefes de Estado ou governo participam do encontro, incluindo Lula, a mexicana Claudia Sheinbaum e o colombiano Gustavo Petro. Os outros países são representados por chanceleres ou funcionários de alto escalão.

"Não podemos continuar caminhando separados quando o mundo se reorganiza", declarou a anfitriã Xiomara Castro no discurso de abertura, no qual afirmou que agora "os Estados Unidos redesenham seu mapa econômico sem se perguntar quais povos são deixados para trás".

Sheinbaum e Petro se pronunciaram na mesma linha.

"São momentos de mudanças profundas no comércio mundial que afetam nossos países", disse a governante mexicana.

"Hoje mais do que nunca é um bom momento para reconhecer que a América Latina e o Caribe necessitam de unidade e solidariedade de seus governos e de seus povos e fortalecer uma maior integração regional", acrescentou.

"Acredito que devemos nos ajudar [...], não caiamos na armadilha de resolver os problemas sozinhos, porque vão nos destruir ou vamos nos autodestruir", destacou Petro por sua vez.

Trump anunciou tarifas de 10% às importações do Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras e El Salvador. Para a Venezuela são de 15% e Nicarágua 18%.

Nesta quarta-feira, no entanto, definiu uma "pausa" de 90 dias nas tarifas aplicadas a dezenas de países, exceto a China, cuja taxação chegará a 125% por ter retaliado.

- Presença da China -

Em meio a esta guerra comercial, uma delegação da China liderada por Qu Yuhui, o número dois de assuntos latino-americanos da chancelaria, realiza desde segunda-feira encontros bilaterais com delegados de 15 países.

Pequim planeja realizar uma conferência ministerial entre China e Celac no dia 13 de maio em Pequim. "Nosso presidente Xi Jinping vai estar presente na inauguração e vai discursar", disse Qu em uma reunião bilateral.

"A China tem a mesa servida para aumentar sua influência na América Latina, é um presente dos Estados Unidos", disse à AFP o analista peruano de Relações Internacionais Francisco Belaunde.

"A China quer aparecer agora como um parceiro confiável, que é favorável ao livre comércio, quer aproveitar a confusão gerada por Trump e o incômodo de todos os países com as tarifas", acrescentou.

O evento deve se encerrar por volta das 17h locais (20h de Brasília) com a aprovação de uma declaração conjunta, de acordo com a agenda.

M.Romero--PV

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