Pallade Veneta - Crime organizado freia crescimento econômico na América Latina, afirma BM

Crime organizado freia crescimento econômico na América Latina, afirma BM


Crime organizado freia crescimento econômico na América Latina, afirma BM
Crime organizado freia crescimento econômico na América Latina, afirma BM / foto: Daniel RAMALHO - AFP/Arquivos

O combate ao crime organizado na América Latina e no Caribe é uma prioridade, entre outras coisas porque freia o crescimento econômico, alertou o Banco Mundial nesta segunda-feira (28).

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A organização considera este "um dos problemas mais urgentes da região", cuja economia deve crescer 2,1% em 2025 e 2,4% em 2026, o que a situa como a área de menor crescimento em nível mundial.

Há muito tempo, a região da América Latina e do Caribe "tem claudicado com um crescimento econômico anual medíocre, baixa produtividade", pobreza e altos níveis de desigualdade e "permanecerá presa neste equilíbrio pobre" até frear o crime organizado e a violência que traz consigo, aponta um relatório da instituição.

As taxas de homicídio nas Américas do Sul, Central e no Caribe "superam com folga as observadas em qualquer outra parte do mundo", destaca.

Embora a população da região represente aproximadamente 9% do total mundial, "registra um terço do total de homicídios" e o abismo aumentou, passando de uma taxa média 5,4 vezes maior que a do mundo (22,0 frente a 4,1) na primeira década deste século para uma oito vezes maior (23,9 frente a 3,0)" na segunda, assinala.

A taxa média de homicídio no período 2018-2022 variou de 38 por 100.000 habitantes em Honduras a 5 na Argentina e 4 na Bolívia.

Durante os últimos anos, a situação melhorou em países como El Salvador e Venezuela e se agravou em outros, como Equador e Haiti, acrescentou.

No médio e longo prazos, o relatório recomenda melhorar os sistemas educacionais e os mercados de trabalho, mas no curto prazo defende "priorizar o fortalecimento estratégico da capacidade nas prisões, das forças policiais e dos sistemas de justiça", bem como a prevenção dirigida a "jovens com risco de se incorporarem a grupos criminosos".

Não é fácil determinar o que está por trás do aumento do crime organizado na região, diz o BM, mas alguns fatores contribuíram.

A organização citou a demanda global de cocaína, ouro ilegal e tráfico de migrantes na década de 2010, a reorganização dos grupos devido às repressões governamentais, a maior disponibilidade de armas, a diversificação de seus negócios e a alta tecnologia.

A pandemia de covid-19 também influenciou. Na Colômbia e no México, "permitiu que as organizações criminosas ganhassem legitimidade e poder ao fornecer apoio social e governança, em alguns casos substituindo o Estado em áreas de forte pobreza e desigualdade", afirma o Banco Mundial.

"Em resposta ao fechamento das fronteiras durante a pandemia, o Tren de Aragua [organização criminosa surgida na Venezuela] passou de cobrar tarifas para facilitar a passagem dos migrantes a estabelecer sua própria operação, que inclui a propriedade de empresas de transporte e alojamento", acrescenta.

Em seus últimos dados, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estimou que os custos diretos do crime organizado alcançaram 3,4% do PIB da América Latina e do Caribe em 2022.

O.Merendino--PV

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