Pallade Veneta - Volatilidade nos mercados devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio

Volatilidade nos mercados devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio


Volatilidade nos mercados devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio
Volatilidade nos mercados devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio / foto: ERIC PIERMONT - AFP/Arquivos

Os preços do petróleo dispararam, o ouro teve forte alta e as Bolsas de valores europeias abriram em baixa nesta sexta-feira (13), em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio após o bombardeio israelense de instalações nucleares e militares no Irã.

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O Irã é um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo e os mercados reagiram rapidamente, antecipando uma queda na oferta de petróleo, o que elevou os preços.

Após subir mais de 12% durante a noite, por volta das 8h30 GMT (05h30 no horário de Brasília), o barril de West Texas Intermediate para entrega em julho subiu 6,53%, a 72,48 dólares (R$ 401). No mesmo horário, o Brent do Mar do Norte para entrega em agosto subiu 6,40%, a 73,80 dólares (R$ 408,7) por barril.

"Não apenas as perspectivas para as exportações iranianas são uma preocupação, mas também o risco de interrupção do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, uma rota importante para quase 20% dos fluxos globais de petróleo e uma proporção ainda maior do transporte de gás natural liquefeito (GNL)", explica Derren Nathan, analista da Hargreaves Lansdown.

"Um quinto do GNL mundial transita por este estreito", acrescenta Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank.

Neste contexto, os "valores refúgio" foram favorecidos em relação às ações, consideradas de risco.

O ouro subiu 0,69%, a 3.409 dólares (R$ 18.879) a onça, enquanto as bolsas de valores afundaram em terreno negativo.

No início do pregão europeu, Paris perdeu 1,13%, Frankfurt 1,32% e Londres 0,57%. No final do pregão na Ásia, Hong Kong caiu 0,97%, Shenzhen 1,10% e Xangai 0,75%. Tóquio caiu 0,89% e Seul 0,87%.

"A atenção agora está voltada para a forma que a retaliação do Irã pode assumir", observa Jim Reid, economista do Deutsche Bank.

E.Magrini--PV

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