Pallade Veneta - Os últimos acontecimentos na guerra entre Irã e Israel

Os últimos acontecimentos na guerra entre Irã e Israel


Os últimos acontecimentos na guerra entre Irã e Israel
Os últimos acontecimentos na guerra entre Irã e Israel / foto: - - ©2025 Maxar Technologies/AFP

Os Estados Unidos bombardearam neste domingo (22) três instalações nucleares chave do Irã, somando-se à ofensiva lançada por Israel em 13 de junho.

Alterar tamanho do texto:

Algumas horas depois, o Irã lançou 40 mísseis contra Israel e ameaçou os Estados Unidos com represálias "que lamentarão".

Estes são os eventos mais recentes:

- Intervenção dos Estados Unidos -

Após vários dias de incerteza sobre uma possível intervenção, o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram ataques contra as três principais instalações nucleares do Irã: Fordo, Natanz e Isfahan.

O presidente republicano descreveu a ação como um "feito militar espetacular".

Os meios de comunicação iranianos confirmaram os ataques que, segundo o Crescente Vermelho iraniano, não causaram vítimas.

"O Irã, o valentão do Oriente Médio, agora deve fazer as pazes", afirmou Trump. Se não o fizer, os ataques futuros "serão muito maiores e muito mais fáceis", ameaçou.

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que o programa nuclear iraniano foi "devastado".

Hegseth detalhou que os Estados Unidos utilizaram sete bombardeiros furtivos B-2 nos ataques.

Esses aviões são os únicos capazes de transportar as poderosas bombas antibunker tipo GBU-57.

Essas ogivas de 13 toneladas podem penetrar dezenas de metros de profundidade antes de explodir, o que permite atingir alvos profundamente enterrados, como a instalação de Fordo.

Israel não possui esse tipo de armamento.

O Exército israelense informou que está "verificando" os resultados dos bombardeios americanos contra Fordo, que está enterrada em profundidade.

- "Nenhum perigo" de contaminação -

A porta-voz do governo iraniano afirmou que não há "nenhum perigo" para as pessoas que vivem nas proximidades das instalações nucleares atacadas.

A autoridade de segurança nuclear iraniana e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disseram que não detectaram nenhum sinal de contaminação nos três locais bombardeados.

"É claro que sofremos danos, mas não é a primeira vez que isso ocorre nesse setor", disse Behruz Kamalvandi, porta-voz da organização nuclear iraniana, enfatizando que os conhecimentos técnicos iranianos "não podem ser destruídos".

- Reação do Irã -

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, advertiu0 os Estados Unidos que "esperem represálias que lamentarão". O Irã "utilizará opções que estão além da compreensão", afirmaram.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, condenou a "agressão" dos Estados Unidos, e seu chanceler, Abbas Araqchi, denunciou o "comportamento extremamente perigoso, anárquico e criminoso" dos Estados Unidos.

Poucas horas depois dos ataques americanos, a agência de notícias iraniana Irna informou o lançamento de 40 mísseis contra Israel. Teerã disse que os alvos incluíam o aeroporto internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv, e um "centro de pesquisa biológica", entre outros alvos.

Jornalistas da AFP verificaram danos significativos em bairros residenciais no norte e no sul de Tel Aviv.

Os serviços de emergência israelenses relataram 23 feridos.

As autoridades iranianas também anunciaram que executaram um homem condenado por ser agente do Mossad, o serviço de espionagem israelense.

- Israel agradece a Trump e lança novos ataques -

"Obrigado, o povo de Israel agradece a vocês", declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma mensagem de vídeo em inglês dirigida a Trump.

"Na ação desta noite contra as instalações nucleares do Irã, os Estados Unidos demonstraram ser verdadeiramente incomparáveis", disse.

Netanyahu considerou ainda que, com esta ação, o presidente americano impõe um "ponto de inflexão histórico que pode ajudar a levar o Oriente Médio" em direção a "um futuro de prosperidade e paz".

O Exército israelense anunciou o lançamento de uma nova onda de ataques contra alvos militares no oeste do Irã, incluindo lançadores de mísseis. A agência de notícias iraniana Isna informou a morte de quatro soldados em uma base no norte do país.

O porta-voz militar do Exército israelense, Effie Defrin, disse que a campanha israelense contra o Irã continua e que o objetivo é "eliminar a ameaça existencial ao Estado de Israel, golpear o programa nuclear do Irã e destruir seu sistema de mísseis".

Meios de comunicação iranianos relataram que "ouviu-se uma forte explosão" na tarde de domingo na província de Bushehr, no sul do Irã, que abriga a única usina nuclear do país.

Agências de notícias iranianas também informaram que a aviação israelense "atingiu dois armazéns de resíduos na zona militar de Yazd", no centro do país.

- Balanço de vítimas -

Desde 13 de junho, a campanha israelense causou a morte de mais de 400 pessoas no Irã, segundo o último balanço do Ministério da Saúde iraniano publicado no sábado.

Por outro lado, os mísseis e drones iranianos causaram a morte de 25 pessoas em Israel.

A ONG americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) informou pelo menos 657 mortos e 2.000 feridos no Irã, entre civis e militares.

burs-nr-cm/hme/cab/tmt/roc/zm/avl/meb/jvb/dd

C.Conti--PV

Apresentou

Venezuela defende na CIJ seu direito 'irrenunciável' à região de Essequibo

A Venezuela tem um direito "irrenunciável" sobre a região de Essequibo, rica em petróleo, declarou nesta quarta-feira (6) um representante do país na Corte Internacional de Justiça (CIJ), durante uma audiência para tentar solucionar uma antiga disputa com a Guiana sobre o território.

Trump suspende operação de escolta de navios em Ormuz para impulsionar acordo com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu nesta terça-feira (5) a operação de escolta de navios através do Estreito de Ormuz, em vigor havia apenas um dia, com o objetivo de alcançar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Musk 'ia me bater', diz cofundador da OpenAI em julgamento nos EUA

O presidente e cofundador da OpenAI, Greg Brockman, disse, nesta terça-feira (5), diante de um júri na Califórnia, nos Estados Unidos, que o bilionário Elon Musk o ameaçou fisicamente em uma confrontação ocorrida em 2017, ao declarar que o magnata saiu furioso depois que lhe foi negado à época o controle absoluto da empresa de inteligência artificial.

Três casos suspeitos de hantavírus em cruzeiro serão evacuados para Cabo Verde

Três pessoas, entre elas dois tripulantes doentes em um cruzeiro retido no Atlântico devido a um suposto surto de hantavírus, serão evacuadas de Cabo Verde, o que permitirá que o navio siga rumo às Ilhas Canárias, informaram autoridades nesta terça-feira (5).

Alterar tamanho do texto: