Pallade Veneta - Panamá avança em reformas para sair da lista de paraísos fiscais da UE, diz ministro

Panamá avança em reformas para sair da lista de paraísos fiscais da UE, diz ministro


Panamá avança em reformas para sair da lista de paraísos fiscais da UE, diz ministro
Panamá avança em reformas para sair da lista de paraísos fiscais da UE, diz ministro / foto: MARTIN BERNETTI - AFP/Arquivos

O Panamá está realizando reformas legais para que a União Europeia (UE) exclua o país de sua lista de paraísos fiscais, disse à AFP o ministro panamenho de Economia e Finanças, Felipe Chapman.

Alterar tamanho do texto:

Este mês, a UE retirou o Panamá da lista de nações de risco em lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, mas para eliminá-la da lista de paraísos fiscais exige mudanças legais que evitem a criação de empresas fantasmas para evasão de impostos.

"Já foram feitas mudanças legislativas e restam algumas mais a fazer", declarou Chapman em uma entrevista à AFP.

Os outros países "têm o direito de planejar cobrar os impostos" de quem obtém renda no Panamá com uma sociedade offshore, "mas não é que no Panamá se evadem impostos, daí o mau chamado paraíso fiscal", afirmou.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também mantém o Panamá em uma lista de nações com deficiências na troca de informações tributárias e pede maior agilidade para removê-lo.

Permanecer nessas listas não apenas afeta a imagem do país, mas também gera obstáculos ao investimento estrangeiro e maior custo nos créditos internacionais.

- Sistema territorial -

O ministro explicou que o Panamá "tem um sistema tributário territorial, assim como muitos países".

"Significa que no Panamá você tem a obrigação de pagar impostos quando você gera uma renda dentro do território panamenho”, no entanto, o país não tributa receitas provenientes do exterior, disse.

Chapman espera que seu país saia em breve dessas listas, pois tem avanços nos "sistemas tecnológicos, as pessoas que operam esses sistemas, o devido treinamento e conhecimento dos procedimentos para compartilhar informações".

"O Panamá está pronto para ser excluído dessas listas, [mas] depende do calendário de revisão que tanto a UE quanto a OCDE possuem", apontou.

"Eles têm um calendário que são programados com antecedência e temos que, obviamente, estar preparados para quando vierem [em uma visita de campo] poder demonstrar com fatos, além das leis, o compromisso e a vontade", acrescentou.

O ministro destacou que o escândalo dos "Panama Papers", que estourou em 2016, foi para o país centro-americano como "subir uma montanha com uma mochila muito pesada nas costas".

"Não estou dizendo que não foram cometidos os delitos, mas atribuir injustamente esse nome, quando mais de 99% da população panamenha não tinha absolutamente nada a ver com isso, é um pouco absolutista. Foram cometidos delitos? Sim, fora do território panamenho", declarou.

Os "Panama Papers" foram uma investigação jornalística sobre empresas offshore sediadas neste país que serviram para lavar dinheiro e evadir impostos, e envolveram nomes de múltiplas personalidades mundiais, desde a política até o esporte e o entretenimento.

O.Pileggi--PV

Apresentou

Trump suspende operação de escolta de navios em Ormuz para impulsionar acordo com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu nesta terça-feira (5) a operação de escolta de navios através do Estreito de Ormuz, em vigor havia apenas um dia, com o objetivo de alcançar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Musk 'ia me bater', diz cofundador da OpenAI em julgamento nos EUA

O presidente e cofundador da OpenAI, Greg Brockman, disse, nesta terça-feira (5), diante de um júri na Califórnia, nos Estados Unidos, que o bilionário Elon Musk o ameaçou fisicamente em uma confrontação ocorrida em 2017, ao declarar que o magnata saiu furioso depois que lhe foi negado à época o controle absoluto da empresa de inteligência artificial.

Três casos suspeitos de hantavírus em cruzeiro serão evacuados para Cabo Verde

Três pessoas, entre elas dois tripulantes doentes em um cruzeiro retido no Atlântico devido a um suposto surto de hantavírus, serão evacuadas de Cabo Verde, o que permitirá que o navio siga rumo às Ilhas Canárias, informaram autoridades nesta terça-feira (5).

Cruzeiro irá para as Ilhas Canárias após retirar três casos suspeitos de hantavírus

Um cruzeiro ancorado na costa de Cabo Verde partirá para as Ilhas Canárias assim que retirar três casos suspeitos de hantavírus, que serão transportados para os Países Baixos, informou um comunicado da empresa turística holandesa Oceanwide Expeditions nesta terça-feira (5).

Alterar tamanho do texto: