Pallade Veneta - Trump conversa com líderes do Catar em escala de viagem à Ásia

Trump conversa com líderes do Catar em escala de viagem à Ásia


Trump conversa com líderes do Catar em escala de viagem à Ásia
Trump conversa com líderes do Catar em escala de viagem à Ásia / foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS - AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou neste sábado sobre o cessar-fogo na Faixa de Gaza, durante uma escala no Catar de sua viagem à Ásia.

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O encontro aconteceu após um ataque aéreo israelense contra um suposto militante da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo mediado pelo presidente americano.

A bordo do Air Force One, na Base Aérea Al Udeid, sede do quartel-general regional das forças militares americanas, Trump cumprimentou o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, e o primeiro-ministro, xeque Mohamed bin Abdulrahman Al-Thani.

"Conseguimos uma paz incrível no Oriente Médio, e eles foram um fator-chave", destacou o presidente americano, que não respondeu perguntas de jornalistas.

Mais cedo, Trump disse que esperava ter "uma reunião muito boa" com Xi, e que acredita que a China chegará a um acordo para evitar mais tarifas de 100% programadas para entrar em vigor em 1º de novembro.

Um porta-voz do Tesouro dos Estados Unidos disse à AFP que funcionários americanos e chineses concluíram na Malásia um dia de negociações comerciais "muito construtivas", que devem ser retomadas neste domingo.

O magnata afirmou que também espera se encontrar com o presidente Lula nesse país asiático, enquanto os dois líderes buscam reparar sua relação após atritos diplomáticos.

"Acredito que nos reuniremos, sim", disse Trump aos jornalistas. Ao responder se estava disposto ou não a reduzir as tarifas alfandegárias impostas aos produtos brasileiros, acrescentou: "Sob as circunstâncias adequadas".

Lula e Trump começaram a resolver suas diferenças após meses de disputas e a imposição de tarifas punitivas de 50% devido ao julgamento e condenação por tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, aliado do republicano.

Na véspera, o mandatário brasileiro assegurou que tinha "todo o interesse" em mostrar ao presidente americano que a imposição das tarifas ao país foi "um equívoco".

- Acordos de paz e comércio -

Trump sugeriu que poderia encontrar o líder norte-coreano Kim Jong Un pela primeira vez desde 2019, quando se reuniram durante seu primeiro mandato. "Estou aberto a isso", disse o republicano, a bordo do avião presidencial. "Tive um ótimo relacionamento com ele."

Durante a viagem, repórteres também perguntaram se ele estava aberto à demanda norte-coreana de ser reconhecida como um Estado nuclear como condição para o diálogo. "Bem, acho que eles são uma espécie de potência nuclear", respondeu.

A primeira parada de Trump será na cúpula da Asean, neste domingo. O magnata deve assinar um acordo comercial com a Malásia e supervisionar a assinatura de um acordo de paz entre Tailândia e Camboja, enquanto continua sua busca pelo Prêmio Nobel da Paz.

A parada seguinte será Tóquio, na segunda-feira. Ele se reunirá com a conservadora Sanae Takaichi, nomeada na terça-feira como a primeira mulher chefe de governo do Japão.

A primeira-ministra japonesa disse neste sábado, no X, que teve uma conversa inicial "boa e franca" com Trump.

Tóquio escapou do pior das tarifas que o mandatário impôs a países de todo o mundo para acabar com o que ele chama de desequilíbrios comerciais injustos que "prejudicam os Estados Unidos".

- Trump e Xi -

Espera-se que o ponto alto da viagem seja a Coreia do Sul, onde Trump aterrissará na cidade portuária de Busan (sul) na quarta-feira, antes da cúpula da Apec, fórum do qual participam México, Peru e Chile.

O republicano se reunirá com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, fará um discurso em um almoço com líderes empresariais e jantará com diretores de empresas tecnológicas americanas, paralelamente à cúpula.

Os mercados globais estarão atentos para saber se os dois líderes poderão frear a guerra comercial provocada pelas tarifas do republicano, sobretudo após uma disputa recente sobre as restrições de Pequim relacionadas às terras raras.

Inicialmente, Trump ameaçou cancelar a reunião e anunciou novas tarifas de 100% durante essa disputa, antes de decidir seguir com o compromisso.

Ele também declarou que falaria sobre o fentanil com Xi, enquanto aumenta a pressão sobre Pequim para conter o tráfico do poderoso opioide e Washington toma medidas contra os cartéis de drogas da América Latina, como tem apresentado em seus ataques mortais a embarcações no Caribe e no Pacífico.

Z.Ottaviano--PV

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