Pallade Veneta - França exige cláusulas de salvaguarda antes de assinar acordo com Mercosul

França exige cláusulas de salvaguarda antes de assinar acordo com Mercosul


França exige cláusulas de salvaguarda antes de assinar acordo com Mercosul
França exige cláusulas de salvaguarda antes de assinar acordo com Mercosul / foto: Dimitar Dilkoff - AFP/Arquivos

O ministro francês para Assuntos Europeus alertou, em entrevista neste domingo (2), que a França não assinará o acordo comercial com os países do Mercosul sem a cláusula de salvaguarda prometida por Bruxelas para proteger seus agricultores.

Alterar tamanho do texto:

A Comissão Europeia anunciou "medidas de salvaguarda" em setembro, na esperança de obter a aprovação da França.

Os agricultores e pecuaristas franceses temem que seu mercado seja inundado por carne, açúcar e arroz da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, em virtude do acordo entre a União Europeia e o Mercosul.

"Queremos que essa cláusula seja adotada e reconhecida pelos países do Mercosul antes da assinatura de qualquer acordo", declarou Benjamin Haddad em entrevista ao Journal du Dimanche (JDD).

Ele também explicou que a França está "avaliando" se as garantias "protegeriam efetivamente o setor agrícola de perturbações no mercado".

Segundo o ministro, o principal objetivo de seu governo é defender os agricultores "da concorrência desleal".

Bruxelas espera obter a aprovação dos Estados europeus antes do final de dezembro, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupa a presidência rotativa do Mercosul.

O acordo foi assinado no final de 2024.

Foi adotado pela Comissão Europeia em 3 de setembro de 2025 e ainda precisa ser ratificado pelos 27 Estados-membros da UE para entrar em vigor.

O acordo visa permitir que a UE exporte mais carros, máquinas e bebidas alcoólicas para Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Em troca, facilitaria a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja da América Latina, com o risco de enfraquecer alguns setores agrícolas europeus.

Para apaziguar os países mais relutantes, como a França, a Comissão propôs em setembro cláusulas de salvaguarda "reforçadas" para o caso de um aumento acentuado das importações ou uma queda nos preços, juntamente com um "monitoramento reforçado" de "produtos sensíveis".

A França também solicita um mecanismo para o reforço dos controles sanitários.

Z.Ottaviano--PV

Apresentou

Mercados e economia: os principais acontecimentos de 2 de novembro

Ao longo desta segunda-feira, 2 de novembro, o ECO traz-lhe as principais notícias com impacto nos mercados e nas economias. Acompanhe aqui em direto.

Sinistralidade do seguro de crédito interno dispara para 292,4% em agosto

O setor de seguros brasileiro registrou um pico de sinistralidade em agosto, atingindo 46,2%, o maior nível para o mês desde 2021. Segundo dados inéditos do IRB+Inteligência, a modalidade de seguro de crédito interno foi o principal motor dessa alta, com índices que saltaram para 292,4% no período.

Novas regras para atendimento ao consumidor entram em vigor

A partir desta segunda-feira (2), os canais de atendimento telefônicos e eletrônicos - Serviço de Antendimento ao Consumidor (SAC) - das empresas estão obrigados a funcionar em contato direto com os consumidores. O decreto do governo federal com as mudanças foi publicado em 13 de outubro e exige a garantia de atendimento humano tanto por telefone quanto nos canais eletrônicos, das 8h às 20h, todos os dias da semana, inclusive nos finais de semana e feriados.

Ministra anuncia apoio de até 15 mil euros para compra de carros elétricos a famílias carenciadas

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciou na segunda-feira que o novo apoio governamental à aquisição de veículos elétricos por famílias carenciadas pode atingir os 15 mil euros. O programa, previsto para o início de 2027, visa acelerar a descarbonização e reduzir a dependência do diesel entre os agregados com menor poder aquisitivo.

Alterar tamanho do texto: