Pallade Veneta - UE tem acordo para proibir gás russo a partir do fim de 2027

UE tem acordo para proibir gás russo a partir do fim de 2027


UE tem acordo para proibir gás russo a partir do fim de 2027
UE tem acordo para proibir gás russo a partir do fim de 2027 / foto: Nicolas Tucat - AFP

Os países da União Europeia (UE) anunciaram nesta quarta-feira (3) um acordo para proibir as importações de gás russo a partir do final de 2027 e um plano de financiamento para a Ucrânia nos próximos anos.

Alterar tamanho do texto:

"É o amanhecer de uma nova era, a da independência energética total da Europa em relação à Rússia", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à imprensa.

O entendimento foi alcançado entre o Parlamento Europeu, que queria uma proibição mais rápida, e os 27 Estados da UE, que desejavam mais tempo para aplicar a medida.

"Conseguimos", comemorou o comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen.

"Acabaram as tentativas de chantagem. Acabaram as manipulações do mercado por parte de [o presidente russo, Vladimir] Putin. Somos solidários à Ucrânia", destacou.

O Kremlin criticou imediatamente a decisão, afirmando que a medida "acelerará" o declínio da economia da UE, já que obrigará o bloco a recorrer a alternativas mais caras.

Para o gás fornecido por gasodutos, os contratos de longo prazo, que em alguns casos duram décadas, serão proibidos a partir de 30 de setembro de 2027, desde que as reservas sejam suficientes. No mais tardar, o veto será aplicado em 1º de novembro do mesmo ano.

Para o gás natural liquefeito (GNL), os contratos de longo prazo estarão proibidos a partir de 1º de janeiro de 2027, segundo von der Leyen.

Nos contratos de curto prazo, a proibição entrará em vigor a partir de 25 de abril de 2026 para o GNL e de 17 de junho do mesmo ano para o gás enviado por gasoduto.

O cronograma ainda precisa ser ratificado pelos Estados-membros da UE e pelo Parlamento.

As empresas europeias poderão alegar motivo de "força maior" para justificar legalmente as quebras de contratos, mencionando a proibição de importação decidida pela UE.

- Colocar a Ucrânia "em posição de força"-

Von der Leyen também apresentou nesta quarta-feira um plano para financiar a Ucrânia durante dois anos e colocá-la "em posição de força" nas negociações com a Rússia.

A proposta estima em 137 bilhões de euros (849 bilhões de reais na cotação atual) as necessidades da Ucrânia para 2026 e 2027.

Para cobri-las, propõe duas opções: um empréstimo ou a utilização dos ativos russos congelados na Europa, dos quais a maior parte se encontra na Bélgica.

"Devemos aumentar os custos da guerra para a agressão de Putin, e a proposta de hoje nos dá os meios para fazê-lo", assegurou. "E dado que a pressão é a única linguagem que o Kremlin entende, também podemos intensificá-la", acrescentou.

A decisão de recorrer a um empréstimo europeu, que requer a unanimidade dos Estados-membros, enfrenta as reticências de alguns deles e a oposição radical da Hungria, cujo líder Viktor Orbán é muito próximo de Putin.

Por isso, a Comissão Europeia prefere utilizar os ativos russos congelados, mas ainda precisa convencer a Bélgica.

A maior parte desses ativos russos, cerca de 210 bilhões de euros (mais de 1,3 trilhão de reais), está sob o controle da sociedade belga Euroclear, com sede em Bruxelas.

No entanto, a Bélgica considera que seria "a pior das opções", conforme afirmou nesta quarta-feira seu ministro de Relações Exteriores, Maxime Prévot.

B.Cretella--PV

Apresentou

Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas

O banco central chinês prometeu hoje medidas para estimular os mercados financeiros, após as iniciativas anteriores não terem conseguido inverter a tendência negativa das bolsas chinesas, que registaram em outubro o pior mês em acima de uma década. Quanto ao governador do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, apresentou anteriormente um relatório à liderança da Assembleia Nacional Popular, órgão legislativo máximo da China, no qual anunciou a “implementação eficaz de instrumentos de política monetária” para enfrentar os riscos financeiros em setores fundamentais, como os mercados de capitais

Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial

O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje a cair 1,42%, pressionado pelas dúvidas no setor da inteligência artificial (IA), na sequência da vitória do Partido Democrata nas eleições intercalares nos Estados Unidos. Quanto ao indicador, que agrupa os 225 títulos mais representativos do mercado japonês, caiu 893,23 pontos, situando-se em 62.

PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques

A bolsa de Lisboa abriu a sessão em terreno positivo, com uma subida de 1,08% para 9. 323,72 pontos.

Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados

O ouro ultrapassou a barreira dos quatro mil dólares, regressando a terreno positivo após os Democratas ganharem a maioria no Congresso dos EUA. O movimento do metal amarelo está em contraciclo com a descida observada no dólar.

Alterar tamanho do texto: