Pallade Veneta - China promete reforçar demanda interna em reunião-chave sobre economia

China promete reforçar demanda interna em reunião-chave sobre economia


China promete reforçar demanda interna em reunião-chave sobre economia
China promete reforçar demanda interna em reunião-chave sobre economia / foto: - - AFP

As principais lideranças da China comprometeram-se a impulsionar o consumo, estabilizar o mercado imobiliário e criar mais oportunidades de emprego em uma importante reunião econômica realizada em Pequim, informou a imprensa estatal nesta quinta-feira (11).

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A chamada Conferência Central de Trabalho Econômico é realizada anualmente e define a orientação futura da política econômica, embora as medidas concretas sejam anunciadas no início do ano seguinte.

A reunião deste ano, realizada na quarta e nesta quinta-feira, teve a participação dos principais dirigentes chineses, incluindo o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro, Li Qiang, que prometeram "ampliar continuamente a demanda interna" em 2026, segundo a emissora estatal CCTV.

Pequim enfrenta dificuldades para manter um crescimento sólido após a pandemia de covid-19, somadas à crise da dívida em seu enorme setor imobiliário, um consumo cronicamente fraco e uma elevada taxa de desemprego entre os jovens.

Os dirigentes reunidos na conferência se comprometeram a "ampliar as oportunidades de emprego", "melhorar" a qualidade das vagas e "estabilizar" estes postos para "grupos-chave como os graduados universitários e os trabalhadores migrantes", disse a CCTV.

Economistas pedem reiteradamente que Pequim se oriente para um modelo de crescimento mais baseado no gasto interno do que nos motores tradicionais das últimas décadas, como as exportações e a manufatura.

Apesar dos crescentes ventos contrários ao comércio durante o segundo mandato do presidente americano, Donald Trump, as exportações da China estão em alta.

Dados oficiais divulgados esta semana mostraram que o superávit comercial do gigante manufatureiro já ultrapassou a marca de um trilhão de dólares (R$ 5,5 trilhões, na cotação atual) este ano, um marco histórico.

R.Zaccone--PV

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