Pallade Veneta - Kast aborda com Equador medidas para combater narcotráfico e migração irregular

Kast aborda com Equador medidas para combater narcotráfico e migração irregular


Kast aborda com Equador medidas para combater narcotráfico e migração irregular
Kast aborda com Equador medidas para combater narcotráfico e migração irregular / foto: Isaac Castillo - Ecuadorian Presidency/AFP

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, conversou, nesta terça-feira (23), em Quito, com o mandatário do Equador, Daniel Noboa, sobre o interesse bilateral de combater o tráfico de drogas e a migração irregular.

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Kast, de extrema direita e vencedor do segundo turno em 14 de dezembro, é simpático ao governo equatoriano, com o qual compartilha o projeto de empregar a linha-dura contra o tráfico de drogas e o crime organizado.

O político chileno, de 59 anos, veio a Quito para conversar sobre migração irregular, terrorismo e narcotráfico, conforme ele mesmo afirmou ao chegar ao Equador.

Dois dias depois de ser eleito, Kast se reuniu em Buenos Aires com o governante da Argentina, o ultraliberal Javier Milei.

"O que buscamos é coordenação, trabalhar em conjunto para enfrentar esses flagelos", acrescentou Kast, que sucederá a Gabriel Boric (esquerda).

A equipe de Kast disse que a conversa com Noboa também girou em torno da "crise migratória e os desafios em matéria de segurança e desenvolvimento comercial" entre os dois países.

Referindo-se aos cerca de 300 mil imigrantes irregulares no Chile, venezuelanos em sua maioria, Kast propõe coordenar com outros líderes da região a criação de "um corredor humanitário de devolução" dessas pessoas para seus países de origem.

Kast apoia Noboa em sua prioridade de reforçar a segurança, no momento em que o Equador sofre picos históricos de violência.

Pelos portos de Guayaquil e Manta circulam 70% da produção mundial de cocaína, dominada por seus vizinhos Colômbia e Peru.

A balança comercial com o Chile é favorável para o Equador, com 1,44 bilhão de dólares (cerca de R$ 8 bilhões na cotação atual) no ano passado, segundo o Banco Central local.

L.Guglielmino--PV

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