Pallade Veneta - Petrobras pausa perfuração na Margem Equatorial após 'perda de fluido'

Petrobras pausa perfuração na Margem Equatorial após 'perda de fluido'


Petrobras pausa perfuração na Margem Equatorial após 'perda de fluido'
Petrobras pausa perfuração na Margem Equatorial após 'perda de fluido' / foto: Eric PIERMONT - AFP/Arquivos

A Petrobras informou, nesta terça-feira (6), que uma "perda de fluido" a obrigou a interromper a perfuração de uma área marítima próxima à Amazônia, cuja exploração é impulsionada pelo governo apesar das críticas de ambientalistas.

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A perfuração foi iniciada pela Petrobras em outubro, quando obteve uma licença ambiental após uma batalha de cinco anos para explorar a área submarina conhecida como Margem Equatorial, a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.

No dia 4 de janeiro "foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda" perfuradora a um poço a cerca de 175 quilômetros da costa, detalhou a companhia em nota.

O fluido de perfuração é um líquido especial usado para resfriar e lubrificar o equipamento durante a escavação. As linhas auxiliares são tubos que levam esse líquido da plataforma na superfície até o fundo do mar.

A perda "foi imediatamente contida e isolada" e as linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo, de modo que o incidente "não oferece riscos à segurança da operação de perfuração", indicou a Petrobras.

A empresa acrescentou que o fluido perdido "atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável", razão pela qual não representa perigo para o meio ambiente ou para as pessoas.

A concessão da licença em outubro indignou organizações de defesa do meio ambiente, que a veem como um risco para uma região rica em biodiversidade em frente à costa da maior floresta tropical do mundo.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impulsionou o megaprojeto petrolífero, sob o argumento de que a exploração de hidrocarbonetos ainda é necessária para financiar a transição energética.

O Brasil é o maior produtor de petróleo da América Latina, com 3,4 milhões de barris por dia em 2024, embora metade da energia para uso interno provenha de fontes renováveis.

Lula promoveu, na conferência climática COP30 da ONU, realizada em novembro em Belém do Pará, um “roteiro” para a descarbonização global, o que foi apontado como uma contradição por ambientalistas.

Estima-se que a perfuração exploratória, para avaliar a viabilidade desse campo, dure cerca de cinco meses.

R.Zarlengo--PV

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