Pallade Veneta - Criação de empregos nos EUA em dezembro fica abaixo das expectativas

Criação de empregos nos EUA em dezembro fica abaixo das expectativas


Criação de empregos nos EUA em dezembro fica abaixo das expectativas
Criação de empregos nos EUA em dezembro fica abaixo das expectativas / foto: ROBERTO SCHMIDT - AFP/Arquivos

Os Estados Unidos criaram menos empregos do que o esperado pelos analistas em dezembro, segundo dados do governo divulgados nesta sexta-feira (9), uma desaceleração que ocorre em meio à crescente preocupação com a situação do mercado de trabalho.

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No último mês de 2025, foram criados cerca de 50 mil postos de trabalho, número inferior aos 56 mil revisados de novembro, informou o Departamento do Trabalho. Apesar disso, a taxa de desemprego recuou levemente, de 4,5% para 4,4%.

Um total de 584.000 postos de trabalho foram criados em 2025, um número significativamente menor do que os 2 milhões do ano anterior.

Os investidores acompanham atentamente os dados mais recentes por seu possível impacto sobre as taxas de juros.

Um enfraquecimento acentuado do mercado de trabalho poderia levar o Federal Reserve a reduzir os juros antes do previsto para estimular a economia.

O número de postos de trabalho divulgado nesta sexta-feira ficou abaixo dos 73 mil novos empregos projetados por economistas consultados pela Dow Jones Newswires e pelo Wall Street Journal.

Segundo o Departamento do Trabalho, o emprego manteve tendência de alta nos setores de restaurantes e bares, saúde e assistência social, enquanto recuou no varejo.

Também foram perdidos 277 mil postos de trabalho no governo federal, uma queda de 9,2%, desde janeiro passado, quando o nível de emprego havia atingido seu pico, informou o departamento.

- "Sinais de alerta" -

"O crescimento do emprego em 2025 foi o mais fraco em mais de uma década, com exceção do período da pandemia", disse em comunicado Elizabeth Warren, principal representante democrata na Comissão Bancária do Senado.

Embora o relatório geral pareça positivo à primeira vista, o diretor de investimentos da Northlight Asset Management, Chris Zaccarelli, prevê que os céticos destacarão o "aumento modesto de 50.000 postos de trabalho".

"Em essência, estamos vendo a confirmação da ideia de que a criação de emprego é muito fraca e que as empresas têm demitido trabalhadores", indicou em nota.

"Não há luzes vermelhas indicando uma recessão iminente, mas há muitas luzes amarelas de alerta piscando, e existe o risco de a economia estagnar", acrescentou.

A ligeira diminuição da taxa de desemprego registrada em dezembro pode dever-se em parte aos trabalhadores inativos durante a longa paralisação do governo federal entre outubro e meados de novembro, comentou a economista Nancy Vanden Houten, da Oxford Economics, em um documento anterior ao relatório desta sexta-feira.

O sólido crescimento do emprego também pode estar equivocado, advertiu o economista-chefe da EY-Parthenon, Gregory Daco, em outra nota recente. "Os indicadores mais amplos do mercado de trabalho continuam apontando para uma deterioração", afirmou.

"No geral, a situação do mercado de trabalho segue frágil, uma vez que as empresas priorizam o controle de custos em meio a uma incerteza persistente", acrescentou.

B.Fortunato--PV

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