Pallade Veneta - Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa

Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa


Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa / foto: Pau BARRENA - AFP/Arquivos

A Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) pediu neste sábado (1º) uma "revisão integral" da liderança de Gianni Infantino na Fifa, apesar de a entidade que rege o futebol mundial ter desistido do polêmico plano de abrir as competições internacionais a investidores privados.

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A Concacaf foi uma das confederações, ao lado da poderosa Uefa, da Europa, que se opuseram à iniciativa de Infantino de criar uma sociedade, a Fifa Forward Enterprise (FFE), aberta a capital privado e encarregada de gerir as atividades comerciais e de eventos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.

"Uma proposta desta magnitude não chega a essa etapa por acidente. É o reflexo de uma liderança que deixou de colocar o futebol em primeiro lugar. Este recente ato unilateral e flagrante de governança e liderança deficientes responde a um padrão de erros e condutas similares", escreveu a Concacaf em comunicado.

"Chegou o momento de fazer uma revisão integral desta liderança", acrescentou a entidade, sem mencionar diretamente o nome do presidente da Fifa.

A Concacaf e suas 41 associações-membro disseram receber "com satisfação" a retirada da controversa proposta na noite de sexta-feira e comemoraram a "unanimidade" mostrada por seus integrantes "na defesa dos interesses a longo prazo do futebol e dos princípios da boa governança".

Entre os integrantes da Concacaf estão as federações dos três países anfitriões da Copa do Mundo de 2026: Estados Unidos, México e Canadá.

"A Fifa não é uma empresa privada. É uma instituição que exerce a custódia do futebol e de seus membros. Os que são designados a servi-la assumem um dever fiduciário, um dever de serviço acima do poder. Quando esse dever não é cumprido, a prestação de contas não pode ser opcional", acrescentou a entidade em sua nota.

O plano de Infantino foi apresentado inesperadamente na última terça-feira e, desde o início, enfrentou uma forte oposição de diversas partes do mundo do futebol.

"Os acontecimentos dos últimos dias escancararam uma realidade que não pode mais ser ignorada: o futuro da Copa do Mundo da Fifa, o ativo mais importante do futebol mundial, foi impulsionado à margem de todas as estruturas de governança estabelecidas, sem transparência, consulta ou devido processo", declarou a Concacaf.

Após a retirada do plano, a Uefa declarou que Infantino, que busca a reeleição em 2027, havia "perdido a confiança" da confederação europeia, bem como a de "inúmeros outros membros da família do futebol".

D.Bruno--PV