Pallade Veneta - Trump afirma que Ormuz abrirá 'em breve' e Irã será 'duramente atingido'

Trump afirma que Ormuz abrirá 'em breve' e Irã será 'duramente atingido'


Trump afirma que Ormuz abrirá 'em breve' e Irã será 'duramente atingido'
Trump afirma que Ormuz abrirá 'em breve' e Irã será 'duramente atingido' / foto: - - AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz pode ser concretizado nesta quarta-feira (5), mas advertiu o Irã de que será "duramente atingido" caso as negociações fracassem.

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O Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica no centro das tensões no Oriente Médio, tem sido um ponto de conflito nas negociações e é o estopim das novas ofensivas de ambos os lados após o cessar-fogo de abril.

Trump disse na terça-feira que um acordo com o Irã para reabrir Ormuz poderia acontecer "amanhã ou depois de amanhã", e comentou a jornalistas na Califórnia que os negociadores "tiveram um dia muito bom".

No entanto, afirmou em entrevista à Fox News que o Irã será "duramente atingido" se o estreito não for reaberto "muito em breve".

O Irã quer controlar essa rota e cobrar pedágios, algo que não fazia antes da guerra e ao qual os Estados Unidos se opõem.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano negou estar negociando com Washington, enquanto Trump insiste que as conversas estão em andamento.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou na terça-feira "avanços" nas negociações com Irã e Omã, cujas costas margeiam o estreito, sobre o tráfego pelo Ormuz.

"Nenhum acordo definitivo foi concluído ainda. Esperamos que isso aconteça muito em breve", afirmou.

O Axios citou, sob condição de anonimato, autoridades regionais e um funcionário americano sobre um possível arranjo de 60 dias para a passagem segura pelo estreito.

- "Aproximar ambas as partes" -

O Catar, mediador nas negociações, afirmou que os contatos diplomáticos continuavam em andamento, mas que não estavam previstas conversações diretas entre o Irã e os Estados Unidos.

Os objetivos diplomáticos de Washington incluem a reabertura de Ormuz e a desnuclearização do Irã, algo que Trump admitiu que pode "levar um pouco de tempo".

Mais de cinco meses depois do início de uma guerra que custou bilhões de dólares a Washington, o Irã continua capaz de lançar mísseis e drones contra alvos dos Estados Unidos e de seus aliados na região, assim como contra navios comerciais.

Na madrugada de terça-feira, um cargueiro não identificado foi atingido por um projétil desconhecido no Estreito de Ormuz, em frente à costa de Omã.

Um membro da tripulação está desaparecido, segundo a empresa de segurança britânica Vanguard Tech.

O Irã mantém um bloqueio em Ormuz e exige que os navios coordenem as travessias com suas autoridades.

O sultanato de Omã, que despertou a ira de Teerã em junho ao abrir uma rota alternativa no Estreito de Ormuz, não se pronunciou até o momento.

- Ataque no Mar Vermelho -

As perturbações no trânsito em Ormuz aumentaram a importância das rotas marítimas pelo Mar Vermelho, onde os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, declararam em 20 de julho um bloqueio marítimo à Arábia Saudita e atacaram infraestruturas petrolíferas do reino.

O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, permitiu a Riade, aliada de Washington, manter seus envios aos mercados globais, contornando completamente Ormuz.

Mas desde que os houthis anunciaram seu bloqueio, reivindicaram ataques contra vários navios que, segundo eles, o violam.

Na terça-feira, o navio indiano MSV Faize Noore Oliya afundou no Mar Vermelho, em frente ao Iêmen, após ter sido atacado, disse à AFP um funcionário iemenita.

Autoridades indianas informaram que os 14 membros da tripulação foram resgatados, enquanto o governo do Iêmen, reconhecido pela comunidade internacional, atribuiu o ataque aos houthis.

Também na terça-feira, um aeroporto no sudoeste da Arábia Saudita, perto da fronteira com o Iêmen, suspendeu suas operações depois que os rebeldes houthis afirmaram tê-lo atacado.

burs-mdh/cab/hgs/ahg/ad/cr/cjc/mas/jc

E.M.Filippelli--PV

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