Pallade Veneta - Rebeldes do Iêmen denunciam represálias da Arábia Saudita após ofensiva que deixou dezenas de feridos

Rebeldes do Iêmen denunciam represálias da Arábia Saudita após ofensiva que deixou dezenas de feridos


Rebeldes do Iêmen denunciam represálias da Arábia Saudita após ofensiva que deixou dezenas de feridos
Rebeldes do Iêmen denunciam represálias da Arábia Saudita após ofensiva que deixou dezenas de feridos / foto: - - Ansarullah Media Centre/AFP

Os rebeldes do Iêmen afirmaram que a Arábia Saudita respondeu, nesta terça-feira (8), com bombardeios aos ataques dos houthis contra instalações petrolíferas, que deixaram dezenas de feridos, em meio à escalada dos combates devido à ofensiva insurgente em direção ao Estreito de Bab al-Mandeb, no mar Vermelho.

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Mais de 500 pessoas morreram desde que os rebeldes houthis lançaram uma ofensiva na semana passada para avançar em direção ao mar Vermelho, segundo uma contagem da AFP baseada em fontes de ambos os lados.

Este país empobrecido da Península Arábica mergulhou novamente na guerra em julho, sendo arrastado para o conflito no Oriente Médio.

Em meio ao impasse entre os Estados Unidos e o Irã, aliado dos houthis, pelo controle do tráfego marítimo na região, os rebeldes iemenitas lançaram uma nova ofensiva na semana passada com o objetivo, entre outros, de avançar em direção às áreas que margeiam o estratégico Estreito de Bab al-Mandeb.

O número de mortos inclui pelo menos 216 soldados do governo e 278 combatentes houthis, além de 29 civis, segundo fontes de ambos os lados, que pediram anonimato.

Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram vários alvos no sudoeste da Arábia Saudita, incluindo instalações pertencentes à gigante petrolífera Aramco, onde 73 pessoas ficaram feridas, informaram ambos os lados nesta terça-feira.

Segundo o Ansarollah, um veículo de comunicação próximo aos houthis, os rebeldes usaram drones e mísseis para atacar o aeroporto internacional de Abha, a base aérea Rei Khalid e instalações da petrolífera saudita Aramco em Abha e Jizan.

O porta-voz dos houthis, Yahya Saree, reivindicou a autoria do ataque pouco depois, alegando "uma operação militar de grande escala e amplo alcance", utilizando "dezenas de mísseis balísticos e drones", em resposta a "121 bombardeios" realizados por Riade no Iêmen nos últimos três dias.

O ataque dos houthis deixou 73 pessoas feridas, segundo uma coalizão militar internacional liderada pela Arábia Saudita e aliada ao governo iemenita.

Os bombardeios atingiram "locais civis e econômicos" e resultaram em 73 civis feridos, afirmou a coalizão em um comunicado, acrescentando que tomará "todas as medidas e ações necessárias para responder à origem da ameaça e neutralizar o perigo que ela representa".

- Preço do petróleo sobe -

Os houthis, que lançaram uma ofensiva no Iêmen nos últimos dias, acusaram Riade, na segunda-feira, de atacar várias partes do país em uma guerra cada vez mais intensa.

Segundo a agência de notícias Saba, ligada ao movimento rebelde, mísseis e aviões sauditas atingiram a província de Jawf, no norte do país, as províncias centrais de Al Bayda e Marib, e a província de Taiz, no sudoeste.

Os ataques afetaram, entre outros locais, a prisão de Al Hazm, na província de Jawf, onde 11 pessoas morreram, incluindo uma criança que havia ido visitar um parente, de acordo com a mesma fonte.

O Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota comercial estratégica que liga a Ásia à Europa através do mar Vermelho e do Canal de Suez, ganhou ainda mais importância desde o início da guerra no Oriente Médio e o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

O Iêmen é o país mais recente a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã no final de fevereiro. Os rebeldes houthis declararam um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e começaram a atacar navios sauditas em julho.

Isso impactou as exportações de petróleo do reino, um importante produtor global cujas vendas já haviam sido afetadas pelo bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz. Com essas últimas ofensivas, o preço do petróleo se aproxima dos US$ 100 por barril.

A escalada dos combates forçou quase 20.000 pessoas a abandonar suas casas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O Iêmen está mergulhado em uma guerra civil desde 2014, quando os houthis lançaram uma grande ofensiva a partir de seu reduto em Saada, no norte, e tomaram o controle de grandes áreas do país, incluindo a capital, Saná.

O.Merendino--PV

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