Pallade Veneta - Crise habitacional, um tema central nas eleições gerais antecipadas na Espanha

Crise habitacional, um tema central nas eleições gerais antecipadas na Espanha


Crise habitacional, um tema central nas eleições gerais antecipadas na Espanha
Crise habitacional, um tema central nas eleições gerais antecipadas na Espanha / foto: Thomas COEX - AFP/Arquivos

A crise habitacional já era uma das principais preocupações dos espanhóis, mas, há alguns dias ganhou o centro do debate político e acabou levando o presidente do Governo, Pedro Sánchez, a antecipar as eleições gerais.

Alterar tamanho do texto:

O estopim do descontentamento acumulado foi o despejo de Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos que foi expulsa de seu apartamento em Madri onde morava há sete décadas, depois que a empresa proprietária tentou aumentar drasticamente o valor do aluguel.

A idosa — que, após o despejo, foi internada em um hospital, onde faleceu na quarta-feira — se transformou rapidamente no rosto de uma crise que gera grande preocupação, como em outros países da Europa.

"Há anos que os aluguéis e a venda de casas viraram uma completa loucura. É impossível comprar, alugar qualquer coisa", lamenta Beatriz Blanco, trabalhadora autônoma de 37 anos entrevistada pela AFP na praça Puerta del Sol.

Nesta localidade turística no centro de Madri, centenas de manifestantes acampam há dez dias para demonstrar sua insatisfação.

Liderando o ranking mundial de cidades cobiçadas pelo mercado imobiliário de luxo em 2025 e 2026, segundo a rede Barnes, Madri conta com um parque de habitação social. Com apenas cerca de 10 mil apartamentos deste tipo para 3,5 milhões de habitantes, algumas dessas moradias são atribuídas por sorteio.

- Pouca oferta -

Encontrar uma casa se tornou uma missão quase impossível para pessoas com menos recursos. O salário bruto na Espanha chega a uma média de cerca de 2.460 euros (cerca de 14 mil reais) mensais, embora os salários sejam geralmente pagos em 14 parcelas.

Enquanto isso, o aluguel de um apartamento de 50 metros quadrados em Madri custava, em média, 1.170 euros (6.534 reais) mensais em setembro, segundo o portal Idealista. Isto representa quase metade do salário bruto médio, uma proporção muito distante dos 30% geralmente recomendados pelos órgãos públicos e profissionais do setor imobiliário.

Muitos espanhóis colocam as plataformas de aluguel turístico, como o Airbnb, e os fundos de investimento como responsáveis pela disparada dos preços ao comprar imóveis e reduzir a oferta para os residentes.

A crise financeira de 2008 "afundou" o setor, deixando "um milhão de empregos destruídos na construção", recorda Jorge Galindo, diretor do Centro de Políticas Econômicas da escola de negócios Esade. Desde então, "a oferta não responde", adicionou.

Em 2023, o governo de Sánchez impulsionou uma lei que previa o aumento da construção de moradias populares, um teto para os aluguéis em zonas tensionadas e sanções para os proprietários com imóveis vazios. Mas o texto não conseguiu frear a escalada dos preços, alimentando o descontentamento dos espanhóis.

Na quarta-feira, as maiores centrais sindicais convocaram uma greve geral para 11 de novembro para lutar principalmente por "melhores salários" e uma "moradia digna".

R.Lagomarsino--PV

Apresentou

Alex Bodi mizează, alături de CRIF, pe investiții transparente și pe prevenirea riguroasă a spălării banilor

Antreprenorul român Alex Bodi acordă o atenție deosebită prevenirii spălării banilor în cadrul planurilor sale actuale de investiții și dezvoltare internațională. Colaborarea contractuală cu CRIF urmărește să asigure un cadru solid pentru verificarea clienților, a partenerilor de afaceri și a legăturilor dintre companii. Obiectivul prioritar este respectarea permanentă a reglementărilor aplicabile în domeniul prevenirii și combaterii spălării banilor (AML) și, implicit, protejarea proiectelor sale economice împotriva riscurilor juridice, financiare și reputaționale care pot fi evitate.

Embaixadora dos EUA na Grécia pediu US$ 100.000 a um doador de Trump (WSJ)

A embaixadora dos Estados Unidos na Grécia, Kimberly Guilfoyle, pediu a um rico doador do presidente americano, Donald Trump, pouco antes de ser confirmada no cargo, que depositasse dinheiro para quitar uma dívida de 100 mil dólares (cerca de 500 mil reais), revelou o jornal Wall Street Journal.

Ambientalistas dizem que plano para reativar mina no Panamá busca enganar o país

Ambientalistas do Panamá classificaram nesta quarta-feira (7) como um "engano ao país" a proposta de uma comissão governamental de reativar uma mina de capital canadense, a maior jazida de cobre a céu aberto da América Central, fechada há três anos após fortes protestos.

Premier francês nega que polícia tenha recebido ordens para confrontar estudantes

As forças de segurança "não receberam instruções para confrontar os estudantes", afirmou nesta quarta-feira (7) o governo da França, que suspendeu o uso de granadas de efeito moral, após denúncias de violência envolvendo a polícia.

Alterar tamanho do texto: