Pallade Veneta - Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP

Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP


Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP

A Lufthansa espera que o processo de aprovação da compra de até 49,9% da TAP pela Comissão Europeia seja mais rápido que o da ITA, que levou quase dois anos entre a pré-notificação e a conclusão do negócio. “Preparámos tudo com o Governo português.

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A Lufthansa espera que o processo de aprovação da compra de até 49,9% da TAP pela Comissão Europeia seja mais rápido que o da ITA, que levou quase dois anos entre a pré-notificação e a conclusão do negócio. “Preparámos tudo com o Governo português. A sobreposição entre os mercados da Lufthansa e da TAP é muito menor do que a sobreposição que existia entre os mercados da ITA e do Lufthansa Group. Por isso, esperamos negociações complexas, mas continuamos muito otimistas de que poderemos concluir este processo com o Governo português muito mais rapidamente do que aconteceu no caso da ITA, cujo processo foi muito lento”, afirmou o CEO do grupo alemão, Carsten Spohr, em resposta a questões do ECO durante a conferência de imprensa que se seguiu à divulgação das contas do terceiro trimestre.

Na apresentação inicial, o CEO destacou que a aquisição da participação na TAP traz novas oportunidades de crescimento para o grupo, nomeadamente na América do Sul, onde poderá passar de uma quota de 9% para 20%, ficando a par dos principais concorrentes. Elogiou ainda a frota moderna, a rentabilidade elevada, a longa parceria com a Star Alliance e equipa da companhia aérea. TAP e Lufthansa dão hoje o nó. Integração só lá para 2030

Quanto ao grupo Lufthansa assina a terça-feira com o Estado português o contrato de aquisição de até 49,9% da TAP, com 5% a ficarem destinados preferencialmente aos trabalhadores. O negócio vale 1.201 milhões de euros para os cofres do Estado, uma oferta que bateu por 163 milhões a da rival Air France-KLM. Carsten Spohr referiu na conferência de imprensa a viagem para Lisboa, notando a diferença de temperatura entre a capital portuguesa e Frankfurt. O Governo português afirmou na segunda-feira que eventuais remédios que venham a ser impostos por Bruxelas serão suportados pelo grupo Lufthansa. “O nosso contrato com o Governo português estabelece quem terá de suportar esses custos, caso existam, e procederemos em conformidade“, afirmou o CEO quando questionado sobre o tema.

David Doyle, vice-presidente de estratégia corporativa da Lufthansa Technik, afirmou no final de outubro que a participação minoritária de 44,9% na TAP não permitirá integrar as atividades de manutenção das duas empresas, mesmo depois de concluída a aquisição. Uma ideia que não foi afastada pelo CEO. “Vemos a TAP como um operador muito profissional e sólido. Já temos, neste momento, operações próprias da Lufthansa Technik em Portugal. E, tendo em conta o nível de qualificações, o nível de competências e o elevado número de estudantes e licenciados em engenharia em Portugal, vemos uma oportunidade conjunta para reforçar a presença do Lufthansa Group enquanto maior fornecedor mundial de serviços de MRO [Manutenção e Engenharia], incluindo através da criação de novos postos de trabalho em Portugal”, respondeu.

Combustível não impede subida de lucros na Lufthansa O grupo alemão apresentou hoje uma melhoria dos resultados no terceiro trimestre, apesar da subida de 27,1% nos custos com combustível, batendo ligeiramente as previsões dos analistas. O resultado líquido cifrou-se em 1.257 milhões, mais 30,1% do que no mesmo período de 2025.

Quanto às receitas registaram um aumento homólogo de 9,3% para 12.240 milhões de euros, fixando um novo recorde para o grupo e batendo a projeção média dos analistas de 12.079 milhões. As despesas operacionais aumentaram 10,7% para 11.627 milhões, puxadas sobretudo pela fatura do jet fuel que cresceu acima de 500 milhões de euros. O resultado operacional ajustado cifrou-se em 1.407 milhões de euros, mais 5,7% do que o conseguido entre julho e setembro de 2025 e ligeiramente acima da média das estimativas dos analistas, de 1.368 milhões de euros.

M.Jacobucci--PV