Pallade Veneta - Luis Enrique, o líder da revolução do PSG

Luis Enrique, o líder da revolução do PSG


Luis Enrique, o líder da revolução do PSG
Luis Enrique, o líder da revolução do PSG / foto: FRANCK FIFE - AFP

O histórico título do Paris Saint-Germain da Liga dos Campeões tem um protagonista claro: o técnico Luis Enrique, que com métodos exigentes e uma grande ambição transformou o clube, dez anos depois de também levar o Barcelona à glória na Champions.

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Antes da goleada por 5 a 0 sobre a Inter de Milão na final deste sábado (31) em Munique, Luis Enrique já era o rosto de um time que havia virado a página da era dos grandes craques, quando Kylian Mbappé, Lionel Messi e Neymar eram o centro das atenções.

Luis Enrique, de 55 anos, chegou à cidade da Torre Eiffel há 24 meses e já conquistou um lugar eterno na história do PSG e do futebol francês.

Na Liga dos Campeões que conquistou em 2015, seu protagonismo parecia bem menor, ofuscado pelo 'glamour' do trio de atacantes que ficou conhecido como MSN (Messi, Suárez e Neymar): "O trabalho que fiz no Barcelona foi excepcional, mas disseram que era fácil com aquele time, e não era", garantiu o técnico asturiano sobre aquele sucesso de uma década atrás.

Em Paris, tudo foi diferente, e ele recebeu carta branca para mudar tudo quando chegou em meados de 2023, como líder da revolução que os dirigentes queriam.

O presidente Nasser Al Khelaifi e o conselheiro esportivo Luis Campos optaram por ele para seu projeto, por ser um homem de personalidade forte, e lhe deram um poder que nenhum técnico do PSG jamais havia tido antes durante a "era catari" do clube.

"Quem melhor personifica o projeto é o treinador. Ele tem as chaves e a cópia de segurança. Tem uma legitimidade autêntica. Ele sabe o que quer", explicou o clube quando Luis Enrique chegou ao Parque dos Príncipes.

- Pressão constante -

Uma das obsessões de Luis Enrique é a nutrição. Ele rapidamente solicitou e obteve "uma máquina de € 15.000 (cerca de R$ 97 mil pela cotação atual) que detecta todos os parâmetros fisiológicos, aos quais os jogadores são submetidos uma ou duas vezes por semana", diz uma fonte próxima ao clube.

O público francês logo descobriu seu estilo de jogo, baseado na posse de bola e na pressão, mas também seu temperamento forte, suas obsessões e seu desejo de ser "forte com os fortes" no vestiário, sem deixar nenhum jogador assumir o controle.

Nem mesmo Kylian Mbappé, que jogou sua última temporada no Paris Saint-Germain antes de se transferir para o Real Madrid, naquela que foi a primeira temporada de Luis Enrique no PSG.

Em um documentário, Luis Enrique foi visto dando um sermão em Mbappé, que permanecia impassível. Quando o atacante francês anunciou sua saída do clube, Luis Enrique não hesitou em deixá-lo no banco de reservas em diversas ocasiões durante a reta final da temporada 2023-2024.

"Fazer com que grandes jogadores coexistam com Luis Enrique é difícil", enfatiza essa fonte do clube.

Em outubro do ano passado, por exemplo, uma crise eclodiu com Ousmane Dembélé devido a um atraso no treino. O jogador chegou a ter a viagem negada a Londres para uma partida contra o Arsenal no torneio europeu.

Dembélé falou em abril, meses depois, sobre a pressão constante que o treinador coloca sobre os jogadores: "Ele nos disse que se não pressionarmos, se não defendermos, alguém tomará o nosso lugar, então todos nós temos que defender".

Mas Luis Enrique não apenas aplica uma mão de ferro; ele também sabe como motivar seus jogadores e extrair o melhor deles. Foi o que ele fez com Dembélé ao colocá-lo de falso 9 a partir de dezembro de 2024, o que acabou transformando o ex-jogador do Barcelona no artilheiro do PSG.

- Obsessão -

"Luis Enrique é capaz de ajudar qualquer tipo de jogador a progredir", garante uma pessoa próxima à diretoria do clube.

'Lucho' fala com os jogadores diariamente, muitas vezes acompanhado pelo psicólogo Joaquín Valdés.

"Quando ele chegou, trouxe seu DNA. Aos poucos, ele conseguiu melhorar o nosso jogo", admite o capitão do PSG, Marquinhos.

"Ele também trabalhou duro no aspecto mental, na motivação, na preparação e na atitude dos jogadores. Ele não é apenas um treinador que diz que temos que fazer isso ou aquilo. Ele nos mostrou o caminho. Ele não fala apenas de futebol; ele é mais do que isso", acrescenta o brasileiro.

Luis Enrique garante que sua "obsessão" é "ajudar ao máximo os jogadores". A primeira Liga dos Campeões do PSG provou que ele estava certo.

J.Lubrano--PV

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