Pallade Veneta - Hakimi, entre a Copa do Mundo e a justiça francesa

Hakimi, entre a Copa do Mundo e a justiça francesa


Hakimi, entre a Copa do Mundo e a justiça francesa
Hakimi, entre a Copa do Mundo e a justiça francesa / foto: CHARLY TRIBALLEAU - AFP

Em sua terceira Copa do Mundo pela seleção do Marrocos, Achraf Hakimi chegou aos Estados Unidos na condição de líder e estrela de uma equipe que assume abertamente suas ambições, aparentemente sem se deixar abalar por sua situação jurídica, por mais delicada que ela seja.

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No final de maio, em plena preparação para a final da Liga dos Campeões, que ele acabou vencendo com o Paris Saint-Germain contra o Arsenal, Hakimi acompanhou sua advogada, Fanny Colin, para tentar evitar na justiça francesa que vá a julgamento por uma acusação de estupro que remete a fevereiro de 2023.

A justiça deve se pronunciar nesta sexta-feira (19), dia do segundo jogo da seleção marroquina pelo Grupo C da Copa do Mundo de 2026, contra a Escócia, em Foxborough, próximo de Boston.

Apesar da gravidade das acusações, o jogador, que se declara inocente, não parece abalado e, no momento, mantém o foco na própria carreira e na campanha dos 'Leões do Atlas' no Mundial.

Há quatro anos, no Catar, Hakimi já era uma peça fundamental de sua seleção, mas sem as responsabilidades de um líder.

Desta vez, o lateral-direito de 27 anos começou a competição com a braçadeira de capitão, assumindo parte da pressão sobre uma equipe que chegou às semifinais na edição anterior.

- Nova percepção -

Como primeira seleção africana semifinalista na história do Mundial, o Marrocos não pode mais passar despercebido. O mesmo vale para Hakimi, considerado o melhor jogador do mundo em sua posição, após cinco temporadas de sucesso no PSG, coroadas com títulos consecutivos da Liga dos Campeões (2025 e 2026).

A percepção sobre o jogador, nascido na Espanha e que começou nas categorias de base do Real Madrid, hoje uma estrela do futebol, mudou radicalmente.

A partida de estreia do Marrocos, o empate em 1 a 1 com o Brasil, validou as novas ambições da equipe, e Hakimi esteve à altura do desafio, desempenhando o mesmo papel polivalente entre defensor e meio-campista que também exerce em seu clube sob o comando do técnico espanhol Luis Enrique.

"Um início desafiador e promissor", comentou o lateral nas redes sociais após a partida, em uma mensagem que transparece sua confiança em si e na equipe.

"Estamos prontos para fazer algo grande, confiantes e com o apoio de todos os marroquinos. Acredito que teremos um bom desempenho nesta Copa do Mundo", declarou Hakimi antes do jogo contra a Seleção Brasileira.

- Sequência de lesões -

É preciso reconhecer que Hakimi deu a volta por cima nesta temporada, após sofrer duas lesões graves. A primeira, no tornozelo, aconteceu pouco antes da Copa Africana de Nações de 2025, deixando o Marrocos, país anfitrião, em um mar de aflição.

A segunda, na coxa, ocorrida um mês antes da final da Liga dos Campeões, teve o mesmo efeito sobre os torcedores parisienses, preocupados em ver um dos principais jogadores do PSG afastado dos gramados a apenas quatro semanas do jogo mais importante da temporada.

Recuperado em ambas as ocasiões, ele conduziu o Marrocos ao título da Copa Africana, conquistado, por fim, nos bastidores após uma decisão do comitê de apelação da Confederação Africana de Futebol em detrimento do Senegal, que havia vencido a final em campo (1 a 0, após a prorrogação).

Hakimi também manteve sua vaga na equipe titular do PSG para a final da Champions, com Luis Enrique não precisando pensar duas vezes antes de escalá-lo. Ele atuou por 120 minutos e converteu sua cobrança na decisão por pênaltis (4-3 após 1 a 1 no tempo normal e prorrogação).

Hakimi precisa agora dar continuidade à sua trajetória de ascensão com os 'Leões do Atlas' contra a Escócia. Por enquanto, a dúvida não faz parte do seu vocabulário.

L.Barone--PV

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