Pallade Veneta - Momentos icônicos da Copa de 2026: Espanha campeã, remada viking e Ilhas Malvinas

Momentos icônicos da Copa de 2026: Espanha campeã, remada viking e Ilhas Malvinas


Momentos icônicos da Copa de 2026: Espanha campeã, remada viking e Ilhas Malvinas
Momentos icônicos da Copa de 2026: Espanha campeã, remada viking e Ilhas Malvinas / foto: JUAN MABROMATA - AFP

A primeira Copa do Mundo com 48 seleções, vencida neste domingo (19) pela Espanha após derrotar a Argentina por 1 a 0 na final em East Rutherford, proporcionou um espetáculo emocionante e uma sucessão de histórias cativantes.

Alterar tamanho do texto:

A 'Roja' coroou uma campanha marcada pela consistência, controle do jogo e capacidade de se impor em momentos decisivos.

Dirigida por Luis de la Fuente, a seleção espanhola bateu a Argentina de Lionel Messi com um gol de Ferran Torres na prorrogação e recuperou o trono após 16 anos.

Desde o início do torneio, a Espanha exibiu uma identidade clara, caracterizada pelo talento ofensivo, pelo equilíbrio coletivo e por uma defesa sólida.

O meio-campista Rodri, eleito o melhor jogador da competição, foi peça-chave da equipe.

A AFP destaca alguns dos principais temas após mais de cinco semanas de jogos no Canadá, no México e nos Estados Unidos.

- Artilheiros insaciáveis -

A disputa pela Chuteira de Ouro da Copa de 2026 na América do Norte esquentou logo no início e manteve o suspense até o fim.

Os nomes no topo da lista reúnem a elite dos artilheiros do planeta, incluindo Lionel Messi, Kylian Mbappé, Erling Haaland e Harry Kane.

Mbappé, que marcou duas vezes na derrota da França por 6 a 4 para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar, no sábado, terminou como artilheiro da competição com dez gols.

O francês agora também é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 22 gols em três torneios (média de um gol por jogo), um a mais que Messi.

- Azarões que brilharam -

Estreante em Mundiais, Cabo Verde terminou a fase de grupos invicto e avançou para a fase de 16-avos de final em um grupo que incluía Espanha e Uruguai.

"Sinceramente, sinto como se estivesse vivendo um conto de fadas", disse o meio-campista Deroy Duarte depois que a seleção cabo-verdiana garantiu a classificação para enfrentar a Argentina nos 16-avos.

Os 'Tubarões Azuis ' levaram o time de Lionel Messi ao limite, empatando o confronto duas vezes, antes de a 'Albiceleste' marcar o gol da vitória por 3 a 2 na prorrogação.

A ilha caribenha de Curaçao, o menor país a disputar uma Copa do Mundo, tanto em população quanto em extensão territorial, também viveu seu momento de glória ao segurar um empate sem gols contra o Equador, após ter sofrido uma goleada de 7 a 1 para a Alemanha no jogo de estreia.

- Viradas da Argentina -

A Argentina se mostrou vulnerável em vários momentos ao longo da Copa, mas sempre encontrou uma maneira de superar as dificuldades.

A equipe passou com facilidade pela fase de grupos, mas precisaram da prorrogação para vencer Cabo Verde e protagonizaram uma virada dramática contra o Egito nas oitavas de final, após estar perdendo por 2 a 0 nos minutos finais.

Os argentinos precisaram novamente da prorrogação para derrotar a Suíça nas quartas e estiveram à beira da eliminação contra a Inglaterra na semifinal, antes de marcarem dois gols nos minutos finais.

A 'Albiceleste' pode não ter apresentado o futebol mais vistoso, mas sua garra e determinação foram o seu maior trunfo.

Na final, não conseguiram repetir a dose e acabou por uma seleção espanhola que se mostrou muito superior.

- O vergonhoso caso Balogun -

A Copa do Mundo transcorreu de forma surpreendentemente tranquila fora de campo, até que o atacante americano Folarin Balogun se viu no centro de uma tempestade política.

Balogun, que havia marcado três gols no torneio, foi expulso durante a fase de 16-avos de final contra a Bósnia e Herzegovina, o que o deixaria de fora do jogo seguinte.

No entanto, a Fifa interveio e revogou a punição, o que provocou uma chuva de críticas, especialmente após vir à tona que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia interferido no caso.

A seleção anfitriã foi goleada por 4 a 1 pela Bélgica nas oitavas de final, com Balogun exercendo pouca influência na partida. Posteriormente, o jogador de 25 anos admitiu que o episódio havia gerado uma pressão adicional sobre a equipe.

- Haaland viraliza -

Erling Haaland levou a Noruega às quartas de final, a melhor campanha do país em Copas do Mundo, e também virou sensação nas redes sociais.

O atacante do Manchester City ganhou 30 milhões de seguidores no Instagram desde o início do torneio, elevando seu total para mais de 71 milhões.

Haaland, de 25 anos, cuja equipe foi eliminada pela Inglaterra nas quartas de final, agora tem muito mais seguidores no Instagram do que a conta oficial do City.

Uma de suas publicações destacou a "remada viking", um momento que se tornou uma das imagens mais memoráveis do torneio. O ritual envolvia os jogadores liderando os torcedores noruegueses em um movimento rítmico de remada, como se estivessem a bordo de um navio viking imaginário.

Ele também compartilhou uma foto do seu retorno à Noruega acompanhado de um guaxinim de pelúcia, explicando: "Ele me seguiu até em casa".

- Disputa pelas Ilhas Malvinas -

A preparação para a semifinal entre Argentina e Inglaterra foi dominada por discussões sobre a soberania das Ilhas Malvinas. A Argentina virou o jogo e venceu por 2 a 1, garantindo vaga em sua terceira final nas últimas quatro Copas do Mundo.

Com o jogo encerrado, os jogadores exibiram uma faixa com os dizeres: "As Malvinas são argentinas".

O Reino Unido pediu à Fifa que investigasse o incidente, e a entidade máxima do futebol emitiu um comunicado afirmando que estava "avaliando os relatórios da partida".

A.Graziadei--PV