Ancelotti dá novo voto de confiança a Vini na Seleção, apesar de má fase no Real Madrid
Com um novo voto de confiança do técnico Carlo Ancelotti em Vinícius Júnior, o Brasil encerra neste sábado (3), contra a Índia, a série de amistosos com a qual iniciou sua reformulação após a Copa do Mundo de 2026.
Ancelotti declarou apoio a Vini como "jogador fundamental" para o futuro da Seleção, apesar da má fase no Real Madrid.
"Eu com ele vou ser muito, muito paciente, porque ele merece essa paciência", declarou o treinador italiano.
No amistoso contra a Índia em Calcutá, a liderança ofensiva de Vini ganha ainda mais importância após o desfalque de Raphinha, cortado devido a uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita.
O jogo traz "lembranças boas" ao camisa 7, que em 2016 venceu a Índia defendendo a Seleção Brasileira Sub-17 no torneio BRICS Cup, mas um ano depois não disputou o Mundial da categoria, vencido pela Inglaterra.
"Estou feliz de estar aqui de volta", disse o atacante em um vídeo divulgado pela CBF. "Amanhã vai ser um grande dia".
Na última terça-feira, o Brasil sofreu contra a Austrália e Vini acordou para ajudar a encaminhar a vitória por 4 a 2.
O jogador vinha tendo uma atuação discreta até que o placar em Brisbane marcava empate em 2 a 2, no segundo amistoso da Seleção de Ancelotti contra a Austrália nesta data Fifa.
Vini então participou de forma decisiva no gol de Bruno Guimarães, que colocou o Brasil em vantagem, e depois sofreu e converteu o pênalti que selou a vitória.
Quatro dias antes, a Seleção havia empatado em 1 a 1 com a mesma Austrália em Townsville, em seu retorno após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo.
- Em busca da confiança perdida -
Embora a prioridade no momento seja abrir espaço para uma nova geração visando a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030, Ancelotti continua apostando em Vinícius Júnior, que precisa recuperar a confiança.
Vini soma um gol e três assistências em oito jogos pelo Real Madrid, entre o Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões. Números modestos para um jogador cotado para ser protagonista e que acaba de renovar seu contrato até 2032.
Além disso, os resultados não têm sido bons no retorno do português José Mourinho ao comando da equipe merengue.
Vini esteve sob o comando de Ancelotti em dois dos três títulos da Liga dos Campeões que o italiano conquistou como técnico do Real Madrid.
"Eu o conheço muito bem. É um jogador fundamental para a Seleção, é um jogador fundamental para o Brasil, é um jogador fundamental na minha história futebolística e vai ser um jogador fundamental para o futuro", ressaltou 'Carletto'.
"Não está em seu melhor momento, mas é o início da temporada. Vini sempre pode fazer a diferença", acrescentou o italiano sobre o atacante, que está há seis jogos sem marcar pelo time espanhol.
"O Bruno [Guimarães] é quem bate o pênalti para nós quando o Raphinha não está (...) mas ele sabe que eu estou precisando um pouco da confiança", declarou Vini ao Globo Esporte sobre a penalidade que converteu contra a Austrália.
"É importante voltar a marcar", comemorou o atacante, que é o maior artilheiro da Seleção na era Ancelotti, com oito gols.
"O Bruno já havia marcado" e "Vini merecia marcar", explicou o treinador.
Ficou no ar a lembrança do pênalti perdido por Bruno Guimarães na derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, que custou a eliminação na Copa do Mundo. Naquela ocasião, Vini foi criticado por não ter cobrado a penalidade máxima.
- Momento de testes -
Mesmo sem encantar, a Seleção melhorou com a decisão de Ancelotti de escalar três meio-campistas de origem e sacrificar um homem no ataque.
No segundo jogo contra a Austrália, Gabriel Bontempo foi titular ao lado de Bruno Guimarães e Danilo no setor.
Bontempo depois foi substituído por outro volante, Andrey Santos, de características mais defensivas.
Ancelotti disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira que continuará dando espaço a jovens promissores: "Para eles não é um teste, é uma oportunidade de mostrar a qualidade que podem ter".
O italiano também confirmou que voltará a fazer um rodízio no gol: Pedro Morisco será titular, depois que Hugo Souza e Otávio se revezaram nos jogos contra a Austrália.
E.Magrini--PV