PSG vence Manchester City (4-2) fora de casa pela 2ª rodada da Champions
Duas obras-primas em menos de dois minutos bastaram para o Paris Saint-Germain derrotar o Manchester City fora de casa por 4 a 2, nesta quarta-feira (14), pela segunda rodada da Champions, e reafirmar seu status de atual bicampeão.
O primeiro grande obstáculo parisiense na busca pelo tricampeonato durou menos de 15 minutos, até que a orquestra de Luis Enrique afinasse os instrumentos e encaminhasse a vitória com os gols de Désiré Doué (13') e Ousmane Dembélé (15').
Vitinha (32') selou o triunfo do PSG, que assume a liderança da fase de liga, com duas vitórias em dois jogos e dez gols marcados.
O cenário inicial foi espetacular em um Etihad Stadium fervilhante, com Pep Guardiola acompanhando seus antigos discípulos das tribunas.
No entanto, o ímpeto inicial dos donos da casa sofreu um primeiro balde de água fria quando Vitinha e Hakimi saíram jogando, permitindo que Fabián Ruiz acionasse Doué, que foi preciso no chute de fora da área, mandando a bola no canto.
Sem tempo para se recompor, Dembélé e Doué trocaram passes pelo alto de um lado para o outro, permitindo que o primeiro mandasse para o fundo da rede de cabeça, praticamente sem marcação.
O contundente 2 a 0 refletia a realidade das duas potências europeias surgidas neste século XXI: o PSG é um projeto que vive seu auge, com uma escalação titular conhecida por todos, enquanto o City enfrenta um delicado processo de reconstrução após a década de ouro de Pep Guardiola no comando da equipe.
- Guardiola sofre nas tribunas -
Além disso, o clube do norte da Inglaterra viu sua situação se complicar após ser declarado culpado de mais de 100 infrações às normas financeiras do campeonato inglês no período de 2009 a 2018, um mecanismo de doping financeiro.
Com o prestígio manchado e sem o entrosamento automático da melhor fase sob o comando de Guardiola, quando a equipe conquistou sua única Liga dos Campeões, em 2023, o City ao menos deu uma lição de garra.
Antes disso, o goleiro Gigi Donnarumma, ex-PSG e herói na conquista da primeira Champions em 2025, sofreu o terceiro gol marcado por seu ex-companheiro Vitinha, em um chute venenoso após um toque sutil de calcanhar de Warren Zaïre-Emery.
As câmeras de TV buscavam Guardiola, cuja expressão se fechava à medida que os minutos passavam e os gols aconteciam.
Totalmente desajustado, o líder da Premier League — que somava seis vitórias em seis jogos — viu sua fragilidade exposta em um cruzamento de Jérémy Doku que o quase infalível Erling Haaland finalizou da pior maneira possível (25').
- Boa reação, mas insuficiente -
Mas, com uma desvantagem de três gols para tirar, os 'Citizens' conseguiram avançar no segundo tempo, impulsionados pelas três substituições feitas pelo técnico Enzo Maresca.
Um dos jogadores que entraram para mudar o jogo, Iliman Ndiaye, cruzou da esquerda para que, desta vez com sucesso, Haaland marcasse de cabeça (53').
Os donos da casa haviam assumido o controle da partida e criavam chances contra um PSG que, devido à vantagem obtida cedo, acabou adotando uma postura passiva demais.
Até que Maghnes Akliouche chutou de virada da entrada da área e uma falha clamorosa de Donnarumma resultou no 4 a 1 (63').
Os 'Citizens' não se abalaram e continuaram buscando o gol. E Haaland marcou seu segundo na partida (75'), logo após ter acertado o travessão.
Com receio de sofrer mais gols, o PSG resistiu às investidas dos donos da casa, incluindo uma defesa milagrosa de Matvei Safonov numa finalização de Haaland, e ainda viu Ferran Torres desperdiçar um pênalti (90').
Y.Destro--PV