Pallade Veneta - Eleições na República Democrática do Congo entram no segundo dia em cenário de muitos problemas

Eleições na República Democrática do Congo entram no segundo dia em cenário de muitos problemas


Eleições na República Democrática do Congo entram no segundo dia em cenário de muitos problemas
Eleições na República Democrática do Congo entram no segundo dia em cenário de muitos problemas / foto: ALEXIS HUGUET - AFP

A República Democrática do Congo (RDC) entrou nesta quinta-feira (21) no segundo dia das eleições gerais, um pleito afetado por graves problemas logísticos e no qual alguns locais de votação nem chegaram a abrir as portas.

Alterar tamanho do texto:

O empobrecido país da região central da África vota para definir o presidente e os parlamentares, nacionais e provinciais, além de vereadores locais, nas eleições de turno único, que começaram na quarta-feira.

Quase 44 milhões de pessoas estão registradas para votar no país de 100 milhões de habitantes.

O presidente Félix Tshisekedi, de 60 aos, no poder desde 2019, aspira um segundo mandato contra outros 18 candidatos.

O processo foi marcado por grandes atrasos em todo país: a Comissão Eleitoral não conseguiu enviar o material no tempo adequado para todos os centros de votação antes do horário marcado para o início da votação.

Em alguns casos, as seções de votação nem chegaram a abrir e muitas pessoas não conseguiram depositar as cédulas nas urnas.

Denis Kadima, presidente da Comissão Eleitoral, anunciou na quarta-feira à noite que será possível votar nesta quinta-feira nos locais que não conseguiram abrir as portas no dia da eleição.

Os detalhes da extensão do horário de votação, no entanto, são confusos e não está claro quantas regiões do país estão contempladas.

Kadima declarou à imprensa "não menos de 70%" dos eleitores conseguiram exercer o direito de voto, mas destacou que o número é uma estimativa.

Os principais líderes da oposição, incluindo o ginecologista Denis Mukwege (68 anos), Nobel da Paz em 2018, e o ex-executivo do setor de petróleo Martin Fayulu (67 anos), denunciaram irregularidades e rejeitaram a extensão do prazo de votação, alegando que é ilegal. Eles pediram a convocação de novas eleições.

A votação também foi afetada pela insegurança na região leste do país, cenário de ações da rebelião do M23, apoiada por Ruanda.

Nos últimos dias, os combates registraram queda, mas os rebeldes ocupam amplas faixas territoriais na província de Kivu do Norte. Nesta região, os eleitores não conseguiram votar.

A República Democrática do Congo é um dos países mais pobres do mundo, apesar das grandes reservas de cobre, cobalto e ouro.

Os primeiros resultados devem ser divulgados até 31 de dezembro e os resultados definitivos em 10 de janeiro.

F.Amato--PV

Apresentou

UE prossegue sem acordo sobre retirada de dois oligarcas russos da lista de sanções

A União Europeia (UE) seguia nesta terça-feira (22) sem um acordo sobre a renovação de suas sanções contra a Rússia, devido ao pedido da França e de Luxemburgo para a retirada de dois oligarcas russos da lista, os empresários Alisher Usmanov (que também tem nacionalidade uzbeque) e Mikhail Fridman.

Ciclista afegã que se disfarçava de homem para treinar conquista medalha de prata nos Jogos Asiáticos

Fariba Hashimi, que no início da carreira se disfarçava de homem para poder treinar no Afeganistão, conquistou uma medalha de prata no ciclismo nesta terça-feira (22) nos Jogos Asiáticos, um prêmio que ela espera que inspire outras mulheres em seu país, onde os talibãs reduziram as liberdades das mulheres.

UE não consegue acordo para suspender sanções contra oligarcas russos; negociações continuarão

Os países da União Europeia não chegaram, nesta segunda-feira (21), a um acordo para retirar as sanções contra os empresários russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, após uma difícil negociação para renovar o conjunto de restrições contra Moscou, informaram diplomatas.

Reino Unido vai apoiar Arábia Saudita contra houthis (imprensa)

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, concordou em fornecer apoio militar à Arábia Saudita para ajudar a combater os ataques dos houthis, informou a imprensa nesta segunda-feira.

Alterar tamanho do texto: