Pallade Veneta - Ministros da UE autorizam Bulgária a aderir ao euro em 2026

Ministros da UE autorizam Bulgária a aderir ao euro em 2026


Ministros da UE autorizam Bulgária a aderir ao euro em 2026
Ministros da UE autorizam Bulgária a aderir ao euro em 2026 / foto: Nikolay Doychinov - AFP/Arquivos

Os ministros das Finanças e da Economia da União Europeia deram, nesta terça-feira (8), sinal verde para a Bulgária adotar o euro a partir de 1º de janeiro de 2026, quando o país se tornará o 21º membro da zona do euro.

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"Isso marca o ápice de um processo completo rumo à adesão da Bulgária, que inclui análise rigorosa e preparação intensiva", disse a ministra da Economia dinamarquesa, Stephanie Lose, cujo país ocupa a presidência rotativa da UE.

A Comissão Europeia — o braço Executivo da UE — anunciou em junho que a Bulgária havia cumprido com as rigorosas condições para a adoção do euro, e o Banco Central Europeu (BCE) também emitiu um parecer positivo.

A transição da Bulgária — o país mais pobre da UE — de sua moeda atual, o lev búlgaro, para o euro, ocorrerá 19 anos após a adesão do país de 6,4 milhões de habitantes à UE.

O caminho da Bulgária para ingressar na zona do euro tem sido marcado por um cenário político turbulento, com sete eleições em três anos, a última delas realizada em outubro de 2024.

A Bulgária foi abalada por protestos antes e depois dos anúncios da comissão, e pesquisas mostraram que quase metade dos entrevistados se opõe à adoção do euro.

A presidente do BCE, a francesa Christine Lagarde, propôs o euro como moeda de reserva mundial em maio, afirmando que aumentar o papel internacional da moeda traria vantagens à UE.

As primeiras notas e moedas de euro foram lançadas em janeiro de 2002, e naquela época apenas 12 países faziam parte da zona do euro, incluindo França, Alemanha, Itália, Espanha e Grécia.

A Croácia foi o último país a aderir, em 2023, elevando o número de países com a moeda única para 20.

Os Estados da UE que desejam aderir à moeda única devem demonstrar que suas economias convergiram com as de outros países da zona do euro e que suas finanças estão sob controle.

As condições incluem manter a inflação em no máximo 1,5 ponto percentual acima da taxa dos três países da UE com melhor desempenho.

Além disso, a política monetária do país está agora nas mãos do BCE.

Atualmente, além da Bulgária, a República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia, Suécia e Dinamarca não adotam o euro.

B.Fortunato--PV

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