Pallade Veneta - Bulgária se tornará o 21º país da zona do euro

Bulgária se tornará o 21º país da zona do euro


Bulgária se tornará o 21º país da zona do euro
Bulgária se tornará o 21º país da zona do euro / foto: Nikolay Doychinov - AFP/Arquivos

A Bulgária se tornará o 21º país da zona do euro em 1º de janeiro, após receber autorização formal dos ministros das Finanças da UE nesta terça-feira (8).

Alterar tamanho do texto:

"Conseguimos!", comemorou o primeiro-ministro búlgaro, Rossen Zeliazkov, nas redes sociais.

"Agradecemos a todos que tornaram este momento histórico possível. O Governo continua comprometido com uma transição tranquila e eficaz para o euro, no interesse de todos os cidadãos", acrescentou o líder.

Enquanto isso, o comissário europeu para Economia, Valdis Dombrovskis, observou que "aderir à zona do euro é mais do que apenas substituir uma moeda. Trata-se de construir um futuro mais próspero para os búlgaros".

Segundo Dombrovskis, o euro "trará novas oportunidades, empregos e crescimento" para o país.

Já a ministra da Economia dinamarquesa, Stephanie Lose — cujo país ocupa a presidência rotativa semestral da UE — destacou a "preparação intensiva" que levou a essa decisão.

A adesão "marca o ápice de um processo abrangente rumo à adesão da Bulgária, que inclui análise rigorosa e preparação intensiva", afirmou.

A Comissão Europeia — o braço Executivo da UE — anunciou em junho que a Bulgária havia cumprido com as condições rigorosas para adotar o euro, e o Banco Central Europeu (BCE) também emitiu um parecer positivo.

- Processo difícil -

A transição da Bulgária — o país mais pobre da UE — de sua moeda atual, o lev búlgaro, para o euro, ocorrerá 19 anos após a adesão do país de 6,4 milhões de habitantes à UE.

O caminho da Bulgária para ingressar na zona do euro tem sido marcado por um cenário político turbulento, com sete eleições em três anos, a última delas realizada em outubro de 2024.

A Bulgária foi abalada por protestos antes e depois dos anúncios da comissão, e pesquisas mostraram que quase metade dos entrevistados se opõe à adoção do euro.

As primeiras notas e moedas de euro foram lançadas em janeiro de 2002, e naquela época apenas 12 países faziam parte da zona do euro, incluindo França, Alemanha, Itália, Espanha e Grécia.

A Croácia foi o último país a aderir, em 2023, elevando o número de países com a moeda única para 20.

Os Estados da UE que desejam aderir à moeda única devem demonstrar que suas economias convergiram com as de outros países da zona do euro e que suas finanças estão sob controle.

As condições incluem manter a inflação em no máximo 1,5 ponto percentual acima da taxa dos três países da UE com melhor desempenho.

Atualmente, República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia, Suécia e Dinamarca não adotam o euro. A Bulgária fará parte deste grupo até 31 de dezembro deste ano e, a partir de então, ingressará na zona do euro.

A maioria sueca rejeitou a adesão ao euro em um referendo em 2003. A adesão da Dinamarca à UE inclui uma cláusula de exclusão que permite ao país optar por não adotar a moeda.

H.Lagomarsino--PV

Apresentou

Governo da Colômbia e ELN negociavam em sigilo antes de reunião com Trump

Um enviado do presidente colombiano Gustavo Petro negociava em sigilo com delegados da guerrilha ELN para tentar restabelecer os diálogos de paz um dia antes da reunião entre o mandatário e Donald Trump, informaram nesta terça-feira (10) os rebeldes e fontes do governo.

Aliado de María Corina inicia prisão domiciliar após pedir eleições na Venezuela

Um aliado da ganhadora do Nobel da Paz María Corina Machado começou nesta terça-feira (10) a cumprir prisão domiciliar na Venezuela, após voltar a ser detido por se manifestar e exigir eleições no país.

Secretário de Comércio dos EUA admite que visitou ilha de Epstein

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, admitiu nesta terça-feira (10) que visitou a ilha do financista Jeffrey Epstein, mas negou vínculos estreitos com o milionário, no momento em que cresce a pressão de congressistas para que ele renuncie, após seu nome aparecer nos arquivos sobre o caso.

Com seu 'capacete memorial', ucraniano do skeleton desafia o COI

Insistindo em sua intenção de usar um capacete com fotos de vários atletas de seu país que foram vítimas da invasão russa durante sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, o ucraniano Vladyslav Heraskevych desafiou nesta terça-feira (10) o Comitê Olímpico Internacional (COI), que permite apenas o uso de uma braçadeira preta.

Alterar tamanho do texto: