Pallade Veneta - Jornalistas exigem que Reino Unido pressione por proteção de colegas em Gaza

Jornalistas exigem que Reino Unido pressione por proteção de colegas em Gaza


Jornalistas exigem que Reino Unido pressione por proteção de colegas em Gaza
Jornalistas exigem que Reino Unido pressione por proteção de colegas em Gaza / foto: Toby Shepheard - AFP

Jornalistas do Reino Unido se manifestaram nesta quarta-feira (27) no centro de Londres por seus cinco colegas mortos em dois ataques militares israelenses a um hospital na Faixa de Gaza, que também mataram outras 15 pessoas.

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Os comunicadores, membros do Sindicato Nacional de Jornalistas da Grã-Bretanha (NUJ), se reuniram em frente à residência do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Downing Street, para entregar uma carta exigindo que alguém seja responsabilizado pelas mortes e que o Reino Unido tome medidas para reforçar a proteção aos trabalhadores da imprensa.

Os participantes leram em voz alta os nomes dos mais de 200 jornalistas que morreram em Gaza desde os ataques do movimento islamista armado Hamas a Israel, em outubro de 2023, e a resposta militar de Israel.

Ao todo, 20 pessoas morreram na segunda-feira nos ataques de Israel ao hospital Nasser, em Khan Yunis, entre elas cinco repórteres — três deles que trabalhavam para as agências internacionais Reuters e Associated Press, e para a rede internacional de televisão Al Jazeera.

O Exército israelense disse na terça-feira que o alvo dos ataques, que provocaram grande condenação internacional, era uma câmera supostamente operada pelo Hamas.

Este é apenas o ataque mais recente de Israel no qual jornalistas morreram, o que tem provocado acusações de que os comunicadores estão sendo deliberadamente visados pelos militares.

"Estamos aqui para mostrar solidariedade e para mostrar que estamos horrorizados, como jornalistas, com o que está acontecendo", disse Deborah Hobson, jornalista independente e membro do NUJ.

Hobson classificou como "extremamente fraca" a resposta que o governo de Starmer deu às mortes dos jornalistas, assim como a incidentes anteriores. "Não há nada que diga que o Reino Unido está horrorizado", disse Hobson. "Temos um primeiro-ministro que é advogado de direitos humanos", acrescentou.

O governo do Reino Unido suspendeu, nos últimos meses, as licenças de exportação de armas a Israel para seu uso em Gaza, suspendeu as negociações de livre-comércio com Israel e sancionou dois ministros israelenses de extrema direita em protesto pela conduta de Israel na guerra.

L.Bufalini--PV

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