Pallade Veneta - Rubio apoia Israel em seu objetivo de erradicar o Hamas

Rubio apoia Israel em seu objetivo de erradicar o Hamas


Rubio apoia Israel em seu objetivo de erradicar o Hamas
Rubio apoia Israel em seu objetivo de erradicar o Hamas / foto: Nathan Howard - POOL/AFP

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou, nesta segunda-feira (15), em Jerusalém, que Washington dará um "apoio inabalável" a Israel para eliminar o movimento islamista palestino Hamas, após quase dois anos da devastadora guerra em Gaza.

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A visita do secretário de Estado norte-americano coincidiu com uma cúpula de países árabes e muçulmanos em Doha, capital do Catar, para onde tem previsto viajar na terça-feira.

Durante o evento, o emir deste país do Golfo voltou a criticar Israel por seu bombardeio em 9 de setembro, que teve como alvo líderes do Hamas que estavam na capital do país e pretendiam examinar uma nova proposta de trégua dos Estados Unidos para Gaza.

"O povo de Gaza merece um futuro melhor, mas esse futuro melhor não pode começar até que o Hamas seja eliminado", disse Rubio a jornalistas, acompanhado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Vocês podem contar com nosso apoio inabalável e compromisso para tornar isso uma realidade", acrescentou, durante sua visita oficial.

Netanyahu afirmou que a visita de Rubio é uma "mensagem clara" de que Washington apoia Israel e elogiou o presidente americano, Donald Trump, por seu apoio, chamando-o de "o maior amigo que Israel já teve na Casa Branca".

Por outro lado, o secretário de Estado acusou aliados dos EUA, como o Reino Unido e a França, de encorajarem o Hamas com suas intenções de reconhecer oficialmente a existência de um Estado palestino.

"Eles não têm absolutamente nenhum impacto em nos aproximar de um Estado palestino. O único impacto que têm é fazer o Hamas se sentir mais encorajado", afirmou.

Rubio sublinhou que Trump quer que a guerra em Gaza "acabe", o que implicaria na libertação dos reféns capturados no ataque do grupo islamista em 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito, e na garantia de que o Hamas "deixe de ser uma ameaça".

Mas as negociações para encerrar o conflito se complicaram na semana passada, quando o governo Trump foi pego de surpresa pelo bombardeio israelense no Catar.

- "Rever" as relações com Israel -

Em Doha, a cúpula da Liga Árabe e da Organização para a Cooperação Islâmica adotou, nesta segunda-feira, uma declaração conjunta pedindo a revisão das relações com Israel.

O documento ainda não foi tornado público, mas segundo um rascunho ao qual a AFP teve acesso, os países instaram os quase 60 Estados-membros a "tomar todas as medidas legais e efetivas possíveis para impedir que Israel continue com suas ações contra o povo palestino, incluindo (...) rever as relações diplomáticas e econômicas, e iniciar processos legais contra o país".

O bombardeio também causou mal-estar nos Estados Unidos, país que é o principal aliado de Israel e que mantém relações estreitas com o Catar. Na terça-feira, Rubio visitará esse emirado e expressará o apoio de Washington à sua "soberania", indicou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

Mas o Conselho de Cooperação do Golfo, integrado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã, instou Washington, nesta segunda, a usar sua influência para conter Israel.

- Os Estados Unidos "ignoram nossa história" -

Depois de visitar no domingo o Muro das Lamentações - o lugar mais sagrado do judaísmo - com Netanyahu, Rubio deveria assistir nesta segunda à inauguração de um túnel para peregrinos religiosos.

A controversa passagem passa por baixo do bairro palestino de Silwan, o que gerou preocupação na população palestina, que teme que os alicerces de suas casas sejam prejudicados.

"Em vez de se alinhar com o direito internacional, os Estados Unidos seguem o caminho dos extremistas e da extrema-direita e ignoram nossa história", criticou Fajri Abu Diab, de 63 anos, porta-voz da comunidade.

Devido às restrições aos meios de comunicação e às dificuldades de acesso a muitas áreas, a AFP não pode verificar de forma independente as informações fornecidas pela Defesa Civil de Gaza, nem pelo exército israelense.

No ataque de 7 de outubro de 2023, comandos islamistas mataram 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em fontes oficiais.

A campanha de retaliação israelense já matou mais de 64.900 pessoas em Gaza, também em sua maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas, que a ONU considera confiáveis.

P.Colombo--PV

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