Pallade Veneta - Após pompa em Windsor, Trump se reúne com o primeiro-ministro britânico

Após pompa em Windsor, Trump se reúne com o primeiro-ministro britânico


Após pompa em Windsor, Trump se reúne com o primeiro-ministro britânico
Após pompa em Windsor, Trump se reúne com o primeiro-ministro britânico / foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS - AFP

Após a suntuosa recepção da família real britânica no Castelo de Windsor, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o primeiro-ministro Keir Starmer nesta quinta-feira (18) para discutir as relações comerciais e os conflitos na Ucrânia e em Gaza.

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O mandatário republicano se despediu do rei Charles III, a quem descreveu como um "grande rei" e um "grande cavalheiro", antes de embarcar em seu helicóptero até a residência oficial de campo do premiê britânico em Chequers, a 70 quilômetros de Londres.

Em sua segunda visita ao Reino Unido, algo que seus antecessores nunca fizeram, Trump não visitará a capital britânica, onde cerca de 5.000 pessoas protestaram, na véspera, contra sua política migratória ou o apoio de seu governo a Israel.

Embora ideologicamente afastado de Trump, o primeiro-ministro trabalhista tentou estabelecer uma ponte entre o presidente americano e seus aliados europeus, sobretudo no que diz respeito à guerra na Ucrânia.

Na reunião, o primeiro-ministro deve defender a necessidade de reforçar o apoio a Kiev e aumentar a pressão sobre a Rússia para deter a ofensiva.

Os dois líderes também devem discutir a guerra em Gaza, uma questão na qual não estão alinhados.

Segundo o jornal The Times, Starmer adiou para o fim de semana o anúncio do reconhecimento do Estado Palestino durante a Assembleia Geral da ONU da próxima semana, com o objetivo de evitar divergências públicas com Trump durante estes dias.

- Investimentos -

Para além das questões geopolíticas, a viagem do magnata republicano tem um claro caráter econômico, com a participação de grandes executivos nos eventos e recepções, e o anúncio de investimentos significativos.

Nesta quinta-feira, o presidente americano e Starmer assinaram um acordo para impulsionar a cooperação de seus países nos campos de inteligência artificial (IA), computação quântica e energia nuclear.

O acordo "permitirá criar novas formas de colaboração entre os poderes públicos, o mundo acadêmico e o setor privado, em áreas como a inteligência artificial, que está revolucionando o mundo", declarou Trump durante um evento em Chequers.

Em dificuldades e questionado em suas próprias fileiras, o líder trabalhista poderá se gabar dos mais de 150 bilhões de dólares (R$ 795 bilhões, na cotação atual) comprometidos em investimentos pelas empresas americanas Microsoft, Google e Blackstone.

"Empregos, crescimento e oportunidades é o que prometi ao povo trabalhador e é exatamente o que nos traz esta visita de Estado", disse Starmer.

Parece mais difícil para o trabalhista conseguir a isenção para o Reino Unido da tarifa de 25% sobre o aço que Trump anunciou em maio e que ainda não foi concretizada.

"Eles querem ver se podem obter um acordo um pouco melhor. Falaremos com eles", limitou-se a dizer o mandatário sobre esta questão antes de viajar para a Grã-Bretanha.

- Pomposa recepção -

Na quarta-feira, o Reino Unido exibiu toda a sua pompa no Castelo de Windsor para receber Trump, que sempre se declarou um grande admirador da família real.

O rei Charles III recepcionou o presidente americano com salvas de canhão, procissão de carruagens e uma cerimônia militar na qual o republicano inspecionou uma guarda de honra no pátio do castelo.

Durante a noite, em um suntuoso banquete real com 160 convidados, o monarca elogiou o que chamou de "compromisso pessoal" do mandatário americano em buscar o fim de vários conflitos no mundo.

O início da visita foi ofuscado por manifestantes que projetaram imagens de Trump e do agressor sexual Jeffrey Epstein em uma torre do Castelo de Windsor na noite de terça-feira. O caso Epstein está há semanas corroendo a presidência do republicano, que era amigo do financista falecido na prisão em 2019, e também respinga no governo de Starmer.

Na semana passada, o primeiro-ministro foi forçado a destituir seu embaixador em Washington, Peter Mandelson, devido à sua estreita amizade com Epstein, apenas um ano após nomeá-lo com o objetivo de reforçar sua relação com a Casa Branca.

A visita de Trump e da primeira-dama Melania, que permaneceu em Windsor na manhã de quinta-feira, terminará no fim da tarde, quando embarcarão em seu voo de retorno a Washington.

M.Jacobucci--PV

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