Pallade Veneta - Guerra entre Israel e Hamas deixou mais de 70.000 mortos em Gaza

Guerra entre Israel e Hamas deixou mais de 70.000 mortos em Gaza


Guerra entre Israel e Hamas deixou mais de 70.000 mortos em Gaza
Guerra entre Israel e Hamas deixou mais de 70.000 mortos em Gaza / foto: Omar AL-QATTAA - AFP

Mais de 70.000 pessoas morreram na Faixa de Gaza durante a guerra entre Israel e Hamas, que começou há mais de dois anos, informou, neste sábado (29), o Ministério da Saúde do território palestino, governado pelo movimento islamita.

Alterar tamanho do texto:

A marca foi superada em meio a um frágil cessar-fogo mediado pelo governo dos Estados Unidos - com acusações dos dois lados de que a outra parte violou a trégua.

O ministério afirmou, em um comunicado, que o número de mortos na guerra chegou a 70.100. Também indicou que, desde o cessar-fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro, 354 palestinos morreram vítimas de ações israelenses.

Dois corpos chegaram a hospitais da Faixa de Gaza nas últimas 48 horas, acrescentou o ministério. Um deles foi retirado dos escombros.

A pasta explicou que o aumento em relação ao número anterior aconteceu porque os dados relativos a 299 corpos foram processados e aprovados pelas autoridades.

Apesar do cessar-fogo, o território palestino continua afetado por uma profunda crise humanitária.

A guerra de Gaza começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de 1.221 pessoas. Naquele dia, os integrantes do grupo islamista também sequestraram 251 pessoas e as levaram para Gaza.

No início do cessar-fogo mais recente, as milícias de Gaza mantinham 20 reféns vivos e 28 corpos de sequestrados que morreram em cativeiro.

Desde então, o Hamas libertou todos os sobreviventes e devolveu os restos mortais de 26 pessoas. Em troca, Israel libertou quase 2.000 prisioneiros palestinos e devolveu os corpos de centenas de palestinos.

L.Bufalini--PV

Apresentou

Exército de Israel anuncia ataques ‘em grande escala’ contra Teerã

O Exército israelense informou que suas forças realizaram na madrugada desta sexta-feira (27) ataques contra "a infraestrutura" do governo iraniano em Teerã, após quase um mês de guerra no Oriente Médio.

Coreia do Norte e Belarus assinam tratado de cooperação durante visita de Lukashenko

Os líderes da Coreia do Norte e de Belarus assinaram nesta quinta-feira um tratado de "amizade e cooperação", que marca uma "nova fase" na relação entre os dois países, que têm governos próximos da Rússia e contrários ao Ocidente, informaram veículos estatais.

África do Sul é convidada e depois excluída de reunião do G7 na França

A África do Sul informou nesta quinta-feira que foi excluída da reunião de cúpula do G7 em junho, para a qual havia sido convidada, o que Pretória atribuiu, em um primeiro momento, à pressão dos Estados Unidos sobre a França, mas depois negou qualquer tipo de interferência.

A Ucrânia destrói as exportações russas de petróleo do terror

A campanha ucraniana contra a infraestrutura petrolífera russa transformou-se num golpe direto contra uma das artérias econômicas mais sensíveis de Moscou. Não se trata de alvos meramente simbólicos, mas dos nós logísticos pelos quais passa uma parcela decisiva do petróleo russo destinado à exportação. A pressão sobre Primorsk e Ust-Luga, os grandes terminais do Báltico, é especialmente relevante, porque esses portos concentram uma parte enorme dos embarques marítimos. Somam-se a isso as consequências da perturbação em Novorossiysk, os problemas no corredor Druzhba em território ucraniano e a pressão crescente sobre navios associados à chamada frota sombra russa. O quadro, portanto, vai muito além da imagem de alguns incêndios isolados. O que está sob ataque é a própria cadeia de exportação: armazenamento, carregamento, encaminhamento marítimo e, em última instância, fluxo de receitas.As estimativas mais recentes indicam que, em determinados momentos, cerca de 40% da capacidade russa de exportação de petróleo ficou afetada ou temporariamente fora de serviço. Isso corresponde a cerca de 2 milhões de barris por dia que não chegaram ao mercado como previsto ou tiveram de ser redirecionados com atraso e custo maior. Para o Kremlin, o problema é profundo, porque o petróleo não é apenas uma mercadoria estratégica; continua a ser um dos pilares das receitas do Estado. Quando um terminal para, os navios ficam à espera, as cargas são reprogramadas e os riscos logísticos e de seguro aumentam, o impacto econômico se amplia mesmo que parte do volume venha a sair mais tarde. Em outras palavras, os ataques atingem precisamente o setor que a Rússia mais tentou proteger apesar das sanções, dos limites de preço e das rotas alternativas.O aspecto mais significativo da estratégia ucraniana é que ela parece mirar menos o efeito de um único golpe espetacular e mais a perturbação operacional repetida. Cada ataque contra infraestruturas portuárias, sistemas de bombeamento, tanques de armazenamento ou cadeias de carregamento pode criar estrangulamentos muito além do ponto de impacto. Bastam alguns dias de atraso para alterar rotações de petroleiros, calendários de exportação, pagamentos e planejamento de produção. O fato de uma instalação conseguir retomar operações com relativa rapidez não elimina a vulnerabilidade revelada por esse padrão. Moscou é forçada a redistribuir volumes, testar rotas alternativas e absorver mais risco em quase todas as etapas do processo. Isso constitui um problema estrutural para um modelo de exportação que depende fortemente de um número limitado de centros marítimos.

Alterar tamanho do texto: