Pallade Veneta - Chefe do Pentágono pressionado por sucessão de escândalos

Chefe do Pentágono pressionado por sucessão de escândalos


Chefe do Pentágono pressionado por sucessão de escândalos
Chefe do Pentágono pressionado por sucessão de escândalos / foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS - AFP/Arquivos

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enfrenta críticas crescentes e chamados para que renuncie devido a escândalos relacionados com os ataques a supostas embarcações de narcotraficantes e ao uso do aplicativo Signal para discutir informações militares sensíveis.

Alterar tamanho do texto:

Hegseth, um ex-oficial da Guarda Nacional do Exército que se tornou apresentador da Fox News e agora está no comando das forças armadas mais poderosas do mundo, já havia se envolvido em polêmica quase um ano atrás, ao ser confirmado pelo Senado em janeiro por uma margem estreita.

O caso "Signalgate", que fez manchetes há nove meses, ressurgiu com a publicação de um relatório independente que conclui que o uso desse aplicativo de mensagens para falar sobre ataques iminentes no Iêmen "criou um risco para a segurança operacional".

A campanha militar lançada por Washington desde setembro no Caribe e no Pacífico, apresentada como uma luta contra o narcotráfico — em particular os ataques que mataram supostos contrabandistas de drogas que haviam sobrevivido a um bombardeio inicial — alimentou a oposição a Hegseth.

A polêmica impulsionou pedidos de renúncia de alguns democratas, embora sua permanência no gabinete de Donald Trump não pareça estar em perigo imediato.

– "Perder a paciência" –

Hegseth "se encontra novamente em uma situação difícil, mas parece manter a confiança de Donald Trump, apesar de ter perdido o apoio de alguns republicanos. Não creio que esteja em uma posição insustentável", afirmou Mark Cancian, ex-coronel do Exército dos EUA e analista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

De todo modo, "se houver outro incidente, a Casa Branca pode perder a paciência", antecipou, descrevendo a situação atual como "muito embaraçosa".

O chefe do Pentágono está "no fio da navalha", e Trump tem "um secretário de Defesa que está lhe causando muitos problemas", resumiu Jim Townsend, alto funcionário do mesmo departamento durante a presidência do democrata Barack Obama.

Se algo chegar a "irritar muito o Partido Republicano" ou sua ala mais favorável a Trump, "provavelmente tentarão destituí-lo", previu.

O caso Signal ressurgiu na quinta-feira com a publicação de um relatório independente do Inspetor-Geral do Pentágono.

Segundo suas conclusões, Hegseth colocou suas próprias tropas em perigo ao revelar, em um bate-papo em grupo entre altos funcionários dos EUA no aplicativo, o momento de ataques aéreos planejados no Iêmen apenas horas antes de serem realizados, bem como informações sobre o equipamento militar utilizado.

Com suas ações, "criou um risco para a segurança operacional que poderia ter prejudicado os pilotos e provocado o fracasso da missão", afirma o relatório.

O assunto explodiu no fim de março, quando a revista The Atlantic revelou que planos militares haviam sido compartilhados em um grupo no Signal ao qual o editor-chefe da publicação havia sido adicionado inadvertidamente.

– "Marinheiros náufragos" –

O chefe do Pentágono também está sob escrutínio pelos ataques dos EUA contra supostos narcotraficantes, especialmente pela segunda etapa de uma operação realizada no início de setembro contra uma embarcação que já havia sido destruída e na qual morreram os dois sobreviventes.

Legisladores americanos puderam ver imagens dessa operação na última quinta-feira, a portas fechadas.

"O que vi naquela sala foi uma das coisas mais perturbadoras que já vi em toda a minha carreira no serviço público", declarou o deputado democrata Jim Himes, descrevendo um "ataque do Exército dos EUA contra marinheiros náufragos".

O deputado republicano Tom Cotton, por sua vez, defendeu a sequência de bombardeios contra a embarcação como "uma decisão completamente legítima e necessária".

Questionado repetidamente no sábado, durante um evento na Califórnia, sobre se pretendia divulgar esse vídeo, Hegseth respondeu: "Estamos revisando o procedimento e vamos ver."

"Independentemente do que decidamos divulgar, devemos agir com grande responsabilidade", declarou.

Tanto o secretário de Defesa quanto a Casa Branca reiteraram que a segunda salva de disparos foi ordenada pelo comando operacional, não por Hegseth.

As Nações Unidas apontaram "fortes indícios" de execuções "extrajudiciais" relacionadas a essa campanha militar, que já causou a morte de mais de 80 pessoas, sem nenhuma evidência de vínculos entre as embarcações atacadas e os cartéis de drogas.

H.Lagomarsino--PV

Apresentou

Ministro espanhol dos Transportes demite-se após acidente ferroviário mortal

O ministro de Transportes e Mobilidade Sustentável espanhol anunciou a sua demissão e declarou que não integrará as listas de 29 de novembro, porque um ministro da pasta "não pode continuar com dois acidentes desta gravidade (... )".

Trump responsabiliza guerra no Irão pela derrota republicana nas intercalares

O Presidente norte-americano, Donald Trump, entendeu que a guerra no Irão foi "parcialmente" responsável pela derrota do Partido Republicano nas eleições intercalares de terça-feira e felicitou os democratas, que terão conquistado as duas câmaras do Congresso. Numa entrevista telefónica ao canal Fox News, Trump declarou que os democratas "fizeram um bom trabalho" e "lutaram bem".

Francisco Rodrigues dos Santos deixa CDS e critica aproximação à direita radical

Francisco Rodrigues dos Santos, antigo presidente do CDS-PP, anunciou que deixou de ser militante do partido, criticando o rumo seguido pela atual liderança, de Nuno Melo. Numa carta datada de 3 de novembro e dirigida ao atual presidente, considera que o debate político se deslocou progressivamente para a direita, sob a influência de discursos identitários, radicalizados e ultraconservadores.

Artigo de opinião questiona prestação de contas do PS no concelho da Moita

O artigo de opinião defende que no concelho da Moita o PS diz que faz acontecer, mas não presta contas nem do que fez, nem do que prometeu e deixou por fazer! O artigo de opinião defende que na Moita, o PS governa a Câmara e a maioria das Juntas de Freguesia.

Alterar tamanho do texto: