Pallade Veneta - Separatistas do Iêmen denunciam ataques mortais de coalizão saudita

Separatistas do Iêmen denunciam ataques mortais de coalizão saudita


Separatistas do Iêmen denunciam ataques mortais de coalizão saudita
Separatistas do Iêmen denunciam ataques mortais de coalizão saudita / foto: - - AFP

Os separatistas do Iêmen, apoiados pelos Emirados Árabes Unidos, denunciaram, nesta sexta-feira (2), ataques mortais contra suas posições por parte da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita neste país, palco de uma guerra complexa.

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O avanço recente destes separatistas no sul do país representa uma guinada no conflito que opõe o governo reconhecido pela comunidade internacional e os rebeldes huthis apoiados pelo Irã.

Em 2024, eles tomaram a capital, Sanaa, e vastas áreas do norte do país, de onde lançam ataques contra Israel e navios que transitam pelo mar Vermelho.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, vizinhos e aliados tradicionais, embora cada vez mais distantes, se opõem aos huthis, mas apoiam diferentes facções dentro do governo iemenita.

A ruptura ficou evidente esta semana, quando Riade bombardeou uma carga de armas supostamente procedente dos Emirados Árabes em um porto iemenita controlado pelos separatistas.

Acusados por seus vizinhos de fomentar o conflito, os emiradenses anunciaram a retirada de suas tropas do Iêmen, mas as hostilidades continuam.

Um líder local dos separatistas do Conselho de Transição do Sul (CTS), Mohamed Abdulmalik, disse à AFP, nesta sexta-feira, que bombardeios sauditas contra suas posições deixaram sete mortos e cerca de 20 feridos na província de Hadramaut.

Pouco antes, as forças pró-sauditas nesta província tinham anunciado o lançamento de uma operação para retomar "de forma pacífica" as posições que tinham passado para o controle dos separatistas.

Fontes sauditas confirmaram que os ataques foram lançados por sua coalizão, formada em 2015 para combater os rebeldes huthis no norte do país.

"Não acabarão até que o Conselho de Transição do Sul se retire", disse uma fonte próxima ao exército saudita.

Riade tem instado reiteradamente o CTS a se retirar das áreas tomadas durante a ofensiva lançada no começo de dezembro.

Os separatistas se opõem a ceder terreno, embora tenham se declarado dispostos, na quinta-feira, a trabalhar com as forças alinhadas a Riade.

Estas tensões ameaçam fragilizar ainda mais o país mais pobre da península arábica, assolado por uma das piores crises humanitárias do mundo e por centenas de milhares de mortes desde o início da guerra, em 2014.

O.Mucciarone--PV

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