Pallade Veneta - Favorito às presidenciais da Colômbia sofre revés nas primárias

Favorito às presidenciais da Colômbia sofre revés nas primárias


Favorito às presidenciais da Colômbia sofre revés nas primárias
Favorito às presidenciais da Colômbia sofre revés nas primárias / foto: Alejandro GONZALEZ - AFP

O candidato favorito às eleições presidenciais da Colômbia, em maio de 2026, o senador esquerdista Iván Cepeda, denunciou uma "violação" da autoridade eleitoral ao seu direito de participar das primárias, em março, uma decisão que divide as forças governistas.

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O governo do presidente Gustavo Petro e seus candidatos na disputa denunciam que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) está politizado, depois de frear a participação de Cepeda nas primárias de 8 de março por ter participado de uma consulta anterior, em outubro.

"Diante da violação do nosso direito à participação política (...), vou me inscrever para o primeiro turno das eleições presidenciais e vamos vencer", postou Cepeda no X nesta quinta-feira (5), anunciando também a retirada da coalizão governista Pacto Histórico destas consultas.

Nas primárias de março, forças da esquerda, da direita e do centro vão se enfrentar com o objetivo de escolher os candidatos que vão disputar o primeiro turno das presidenciais, em 31 de maio.

Os pré-candidatos que vão disputar o pleito pela esquerda ainda serão definidos, embora um dos favoritos seja Roy Barreras, um político experiente próximo de Petro, e outros aspirantes progressistas.

Petro qualificou a decisão do CNE como um "grave golpe para a democracia".

Cepeda, de 63 anos, filósofo e defensor dos direitos humanos, lidera as pesquisas de intenção de voto para as presidenciais.

É inimigo declarado do influente ex-presidente de direita Álvaro Uribe (2002-2010), a quem denunciou por supostos vínculos com paramilitares.

O segundo melhor colocado nas pesquisas é o candidato independente Abelardo de la Espriella, um excêntrico advogado defensor da linha-dura contra o crime, que defendeu personalidades controversas como Alex Saab, um empresário colombiano que esteve preso nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro, acusado de ser testa-de-ferro do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro.

Roy Barreras, ex-presidente do Senado e ex-embaixador da Colômbia no Reino Unido, no momento tem intenções de voto minoritárias.

F.Dodaro--PV